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Notícia | Entrevista

Publicada em 05 de agosto de 2020 às 00h23

Roger não vê Bahia previsível e cita dificuldades contra o Ceará

Treinador volta a destacar defesa alvinegra como maior fator de dificuldade para o Bahia

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia jogou 180 minutos em jogos de ida e volta contra o Ceará e marcou somente um gol, levando quatro e perdendo o título da Copa do Nordeste de 2020. O resultado foi analisado pelo técnico Roger Machado após o segundo jogo, disputado na noite de terça (04).

Ao longo das duas partidas decisivas, o que mais chamou a atenção e também gerou críticas foi a baixa produção ofensiva da equipe tricolor. Um gol marcado e poucas chances criadas somando os dois confrontos.

Bahia previsível? Para Roger, não.

Há quem afirme que o Bahia tem se mostrado previsível e por isso não deu trabalho para a defesa do Ceará.

Mas, para Roger, o time não mostrou previsibilidade em campo, mas encontrou dificuldades diante de um adversário bem postado defensivamente.

“Não vi nosso time previsível. Vi nosso time parando em uma defesa muito bem posicionada. Previsibilidade em nenhum momento mostrou. A gente tentou entrar de todas as formas, pelos lados, por dentro, com cruzamentos, chutes de fora. Porém a defesa do Ceará prevaleceu com a vantagem do primeiro jogo”, comentou Roger.

Ceará não foi superior como o placar mostra, diz Roger

“Foi uma final com dois times de Série A que chegaram com mérito de suas campanhas nas etapas anteriores. Perder uma final nunca é bom, ainda mais para um adversário do mesmo nível. Evidente que no placar agregado pareceu haver uma superioridade em função do placar, porém foram dois jogos decisivos em que prevaleceram quem cometeu menos erros. E merecidamente o adversário se tornou campeão”.

Gregore como zagueiro

“Como eu soltei o time jogando só com um volante, queria a velocidade do Gregore em função dos contra-ataques que o adversário iria procurar. Tivemos volume de jogo, mas poucas oportunidades em função da defesa bem fechada. No segundo tempo, evidente que ficamos abertos um pouco para tentar buscar os gols que precisávamos. Porém, não foi possível acontecer”.

Fator emocional pesou?

“É uma final, é um jogo de nervos. É uma final que qualquer erro pode proporcionar ao adversário muitas vezes uma vantagem emocional na partida. Mas não vi meus atletas sentindo o jogo no ponto de vista emocional. Podem não ter estado bem em uma noite tecnicamente e isso também atrapalha o time coletivamente”.

Dificuldades no mata-mata do Nordestão

“Sempre o time pode render mais. Nós retornamos dessa pandemia contra o Náutico com uma atuação de altíssimo nível, porém à medida que a competição vai evoluindo com times mais bem posicionados e postados defensivamente, justamente para bloquear nosso time mais técnico, a gente encontrou espaços, mas não o suficiente para transformar em oportunidades de gol”.

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