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Notícia | Entrevista

Publicada em 17 de novembro de 2019 às 19h09

Roger diz que segue buscando recuperar motivação do time

'Nós, como atletas, emocional é 50% da nossa capacidade', avalia o treinador

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia não vence há sete partidas no Campeonato Brasileiro. Após mais um tropeço dentro de casa, desta vez diante do Palmeiras, a equipe tricolor perdeu a chance de voltar a encostar na briga por G-6.

Depois do empate na Fonte Nova, o técnico Roger Machado avaliou o desempenho de sua equipe, no empate em 1 a 1 com o Palmeiras, e falou sobre o momento vivido por seus jogadores.

Análise sobre a partida

Em entrevista coletiva pós-jogo, o técnico tricolor fez elogios à atuação da equipe no primeiro tempo, mas admitiu ter visto uma queda de rendimento na segunda etapa – motivada por um desempenho melhor por parte do adversário.

Roger também garante que as ausências de Juninho, Artur, Guerra e Marco Antônio não foram determinantes para que o time não conseguisse vencer.

“Durante um primeiro tempo equilibrado, conseguimos sair na frente, tendo controle do jogo em muitas vezes. Conseguimos organizar nossas jogadas. Fomos melhores no primeiro tempo. No segundo tempo, com as trocas que o Palmeiras fez, acabou nos empurrando um pouco para nosso campo, e não conseguimos acertar nossa saída. Em vários momentos tivemos muitos erros de passes. Não vejo que as ausências tenham sido determinantes, jogamos contra o vice-líder da competição. O que a gente lamenta são pontos que deixamos em casa, como contra Ceará e Chapecoense, que nos deixaria em uma situação melhor na tabela”.

Recuperar a motivação do time

Sem vencer há mais de um mês, o Esquadrão vê seus adversários pelo G-6 somando pontos e abrindo distância na classificação. Por outro lado, times que estavam distantes, passam a se aproximar.

Para Roger Machado, a busca é pela recuperação da motivação dos jogadores.

“Vimos o limite que alcançamos nos melhores jogos que fizemos na competição. A gente busca recuperar a motivação e a cabeça dos atletas. No primeiro tempo, perdemos algumas oportunidades importantes, mas muitas delas foram intervenções do goleiro do Palmeiras, que foi muito bem. Sabíamos que pela postura do Palmeiras, essas profundidades seriam possíveis fazer, mas é como eu disse, a ansiedade pesa, pesa também meu artilheiro estar há muitos jogos sem marcar, acontece. Ainda podemos fazer a melhor campanha da história do Bahia no Campeonato Brasileiro, isso que temos que buscar. Não sei aonde vai nos levar, mas são momentos importantes para avaliar futuro e possíveis mexidas”.

Time pressionado

“Não tenha dúvida (que a pressão influencia no rendimento em campo). Nós, como atletas, emocional é 50% da nossa capacidade. Se eu não tiver confiança e tranquilidade, se me sentir pressionado pela minha torcida ou pela torcida adversária, minha capacidade de tomar decisão, meus erros vão se acentuar. Nós somos medidos como profissionais nestes momentos, por quanto peso consigo carregar sem envergar e manter naturalidade do meu jogo. Se a gente permitir emocionalmente sair da partida por esses eventos de pressão e eles se repetirem e eu não conseguir me manter emocionalmente equilibrado, vai denotar que este nível não estou conseguindo jogar. Para cada nível, há espaço para aqueles profissionais. Embora dolorosos, esses momentos são importantes para a gente perceber quem consegue aguentar bem a pressão, onde há erros de passe, teve mais no segundo do que no primeiro tempo. No primeiro tempo, com a energia toda, você está mais lúcido. No segundo, ficou mais marcante, o adversário retém mais a bola. Tomada de decisão equivocada, em função do cansaço, pressão, outros resultados que não têm acontecido. Nos colocam pressão pelo resultado. Não à toa, estacionamos neste momento, que era importante, aspirávamos coisas boas no campeonato. Vamos tirando lições e organizando e motivando jogadores para que passem por esses momentos”.

Desgaste dos atletas

“Final da temporada começa a pesar nas tomadas de decisões, começa a pesar, porque foi um ano desgastante. Se fizer um apanhado, contando a média dos jogos, que estão entre 10 e 11km, o volume total de uma semana gira em torno de 35 km percorridos pelos atletas. Quando temos maratona. Se for multiplicar isso por quatro semanas, volume de quatro maratona. Naturalmente, isso já é um desgaste e vai pesar. Não à toa, está pesando no segundo turno para muitas equipes que têm bons jogadores, mas não têm número de peças para rodar e manter a qualidade. Não chegamos no limite. Dúvida agora é se conseguimos resgatar o emocional dos atletas, para que eles tenham a segurança para fazer o jogo sem se abalar pelas pressões externas. Queira ou não, agora você consegue sentir o material que você tem à mão de fato. Tem que tirar lições de final de ano para montar um elenco que possa nos permitir passar por estes momentos sem oscilar tanto como tem acontecido em alguns momentos”.

Substituição de Gilberto por Fernandão

“Fiz a troca do Gilberto, apesar de ser mais rápido nas profundidades, a bola não estava parando com a retomada dele de pivô, a gente não conseguiu, em vários momentos, com erros de passe, empurrar o Palmeiras”.

O Bahia tem 44 pontos e está na nona posição. O próximo jogo será contra o Goiás, no domingo (24), fora de casa.

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