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Notícia | Entrevista

Publicada em 17 de janeiro de 2020 às 12h01

Roger aprova características dos reforços e vê time mais leve em 2020

Treinador falou sobre o início de pré-temporada e o que projeta em seu time

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia contratou seis jogadores para o elenco principal neste começo de ano. Após dez dias de pré-temporada, a equipe tricolor disputou um jogo-treino, onde o técnico Roger Machado pôde observar todos os atletas que compõe o time.

Até então, a diretoria tricolor anunciou o volante Jádson, os laterais Zeca e Juninho Capixaba, o meia Daniel e os atacantes Clayson e Rossi como reforços para a temporada de 2020.

Em entrevista após o jogo-treino contra o Flu de Feira, Roger Machado falou sobre as características dos seis contratados, avaliou o que muda em seu esquema tático e garantiu ver um time mais leve em relação a 2019.

“Daniel foi um dos melhores passadores do campeonato. Gregore também. Rossi e Clayson como assistentes. Para ter mais controle pela posse e conseguir gerar mais oportunidade de gol. Tivemos uma eficiência grande ano passado, com Gilberto, Fernandão, Artur e Élber. Mas precisamos gerar mais oportunidades para sobrepor eficiência com número de oportunidades criadas”, falou o treinador.

“Mudamos um setor inteiro, com suplente. Temos dois laterais, um atacante novo. Será nosso desafio, o entrosamento. Juninho tem capacidade de ataque grande, Zeca também, deixam o time mais leve. Quando pressionados, podemos sair com mais destreza. Esse começo é de trabalho mais físico, mas quando se tem uma base do ano anterior facilita bastante”, explicou.

Esquema tático

Roger também falou sobre o que espera de seu time no meio-campo, citando Daniel e Arthur Rezende como jogadores ideais para o que é pretendido para a temporada, por terem características de combate, posse de bola e de transição.

“Sobre o meia, nessa estrutura que montamos, um meia articulador sempre é bem-vindo. Porém, o que procuro sempre nessa posição, é que possa agregar capacidade defensiva importante, para não perder a competitividade que adquirimos no ano passado. Clube está sempre aberto ao mercado. Conseguimos vencer algumas disputas com clubes importantes. Nessa posição específica é rara, posição que quem tem não quer largar. Os modelos de jogo têm se alternado um pouco entre 4-3-3, 4-4-2. Temos no grupo jogadores que podem fazer essa função. O Daniel, Arthur Rezende, que joga nessa posição, meia de origem. Esses meias estão sendo deslocados e sendo trazidos para trás. Antigamente colocávamos os melhores jogadores para a frente. Hoje, a gente começa a trazer os bons para trás. Os bons meias se transformaram em segundo ou terceiro homem do meio. Os espaços estão cada vez menores, as pressões no campo de ataque cada vez maiores, precisa de um jogador com maior destreza para jogar. Jogadores com dinâmica, mas com qualidade também. Estamos abertos ao mercado, mas temos que enxergar essa posição de forma diferente”.

Bola parada mais forte em 2020

“Contratamos também, além dos jogadores assistentes, jogadores de bola parada, Clayson cobra escanteios. Alternamos os batedores de escanteio. Não tínhamos um exímio cobrador de escanteio. Clayson é uma bola pesada, mas com direção. Trabalhamos isso na pré-temporada, pode ser decisivo em jogo apertado. Batedores de falta no jogo, Arthur Caíke saía do banco, agora também temos o Clayson. Questões importantes que trabalhamos para tornar o time competitivo e com mais qualidade”.

Pré-temporada

“Se a gente tira os primeiros dias, tivemos bola na quarta-feira da semana passada. Tivemos oito dias entre um turno e dois turnos de trabalho. Muito desgastante fisicamente. A musculatura sofre bastante. Os campos novos exigem adaptação ao solo. Temos que ficar de olho nisso para não perder jogador. Quando necessário, tira o jogador do treino. A ênfase nesse momento é na parte física. Estamos fazendo um polimento, modificando algumas coisas em função das características dos jogadores que chegaram. Tenho um time base na cabeça, mas é o primeiro momento. Temos que exercitar. Se não acontecer, temos que buscar alternativas. Foi o primeiro amistoso, não desmerecemos o resultado, mas tivemos uma semana desgastante. Muita coisa boa aconteceu, outra deteremos que corrigir. O entrosamento do lado esquerdo temos que acelerar para ter o mesmo nível do lado direito”.

O Bahia atuou com o seguinte time titular no jogo-treino: Douglas Friedrich; João Pedro, Lucas Fonseca, Juninho e Zeca; Gregore, Flávio e Daniel; Clayson, Élber, Gilberto.

No segundo tempo, atuaram: Anderson; Nino Paraíba, Ernando, Wanderson e Juninho Capixaba; Ronaldo, Jadson e Arthur Rezende; Régis, Fessin e Fernandão.

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