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Notícia | Entrevista

Publicada em 13 de setembro de 2020 às 21h42

Mano avalia atuação na estreia: 'temos que melhorar como equipe'

Treinador explica escalação inicial, avalia partida feita pelo Bahia e cita erros e acertos do time

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

A estreia de Mano Menezes foi longe do que o torcedor tricolor imaginava. Contra o Atlético Goianiense, em casa, o Esquadrão perdeu por 1 a 0 e aumentou a série de jogos sem vencer para sete.

Após a partida, o novo técnico do Esquadrão concedeu a tradicional entrevista coletiva, na qual falou sobre a escalação inicial utilizada em seu jogo de estreia.

Mano afirmou que a volta a um sistema tático com três meias e três atacantes aconteceu porque não houve tempo para treinar – apenas 45 minutos com o time titular.

“Porque a equipe já estava habituada a jogar dessa maneira. Não iria propor uma mudança grande, como disse na minha apresentação. Mas a equipe já jogou muitas vezes com esse tripé (de meio-campo). Empurrar Rodriguinho para se aproximar do centroavante ou puxar para jogar mais atrás é uma coisa que vai acontecer em outros jogos. Só para dar o exemplo da função. O time tem que ter essa maleabilidade, não pode ser um time engessado e ter um sistema só. Tem que se adaptar. O futebol exige isso hoje. E se adaptar rápido dentro do jogo”, disse Mano Menezes.

Segundo o técnico, a ideia de escalar Jadson à frente de Ronaldo não surtiu o efeito desejado, uma vez que acabou por expor Ronaldo mais do que deveria.

Mano acredita que faltou um jogador para fechar o meio-campo ao lado de Ronaldo e que a tomada de decisão no momento de dar a assistência poderia ter sido melhor. E isso dificultou na criação de chances de gol.

“As mudanças em uma sucessão de jogos como essa vão acontecer naturalmente. Iniciamos a primeira parte do jogo com um tripé de meio-campo. Jadson à frente do Ronaldo, quase lado a lado com Rodriguinho, para deixar jogadas de flanco com Élber e Clayson. Acho que a equipe encontrou alguns caminhos para chegar ao ataque na primeira parte em função dessa colocação. O Bahia já havia jogado muitos jogos assim. Acho que Jadson fez duas ou três passadas boas pela direita. Mas estamos em uma fase que pela pressão e pelo momento, nossas escolhas não têm sido boas. O penúltimo passe se tivéssemos escolhas melhores, poderia ter criado chances mais claras de marcar o gol”.

“Depois, na última parte do primeiro tempo o Atlético cresceu, nos criou um pouco de dificuldade em cima da linha de um volante só. Eles adiantaram e criou uma dúvida para Ronaldo. Tivemos que abaixar Jadson para a linha. Assim foram algumas jogadas, inclusive na falta. Mas não tínhamos ilusões sobre o jogo. Eu vi o Atlético jogar contra o Vasco, a equipe está mais encaixada do que a nossa. E com um ataque com bastante mobilidade tem criado dificuldades para os adversários. Hoje, em alguns momentos, também nos criou (dificuldades) por méritos desses”.

Para Mano, a solução nem sempre está no banco de reservas.

“Não acho que tenha sido por alteração tática ou escolha de algum jogador. Temos o hábito de achar que sempre aqueles que estão fora podem ser a solução. Mas não é isso. Temos que melhorar como equipe”.

“Temos que diminuir o número de gols sofridos, é um dos que mais sofreram gols no campeonato até agora. Na medida que sempre sofre um gol, se precisa de no mínimo dois para vencer a partida. Entendemos um pouco isso, hoje sofremos pela entrada da área porque nos faltou numericamente, um jogador em determinados momentos para fechar com dois (volantes). Mesmo que jogue com um triângulo – um cabeça de área e mais dois – você quando é atacado, pode puxar dois para a linha de defesa. Em determinados momentos nos faltou isso e o Atlético tirou vantagem porque entendeu que poderia nos atacar e assim aconteceu a falta do gol”.

Falta de eficácia no ataque

“A efetividade depende de uma série de fatores, não é só da intenção do técnico ou da equipe. Depende de tomada de decisão, de momentos de mais ou menos tranquilidade. Acho que a gente teve mais força para empurrar o adversário para trás. Em determinados momentos, achei que a arbitragem deixou o jogo parar demais. Tivemos dez alterações no segundo tempo, seis ou sete atendimentos e só seis minutos de acréscimos. Não foi isso que fez a gente perder, sem dúvidas, mas isso às vezes não vai deixando quem está atrás no mercador ter ritmo para empatar e tentar a virada”.

Mano Menezes terá dois dias de treino antes da próxima partida, contra o Corinthians, na quarta-feira (16), fora de casa.

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