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Notícia | Entrevista

Publicada em 21 de maio de 2020 às 10h40

Bellintani fala sobre possível volta aos treinos e jogos sem torcida

Presidente também afirma que retorno do futebol deve ser exemplo para a sociedade

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Assim como a maioria dos clubes brasileiros, o Bahia parou suas atividades no dia 16 de março e ainda não voltou ao trabalho presencial, em função da pandemia de coronavírus. Sem estimativa de retorno das competições, o clube mantém a cautela para voltar ao trabalho com os atletas no CT, mas com otimismo quanto ao próximo mês.

Em entrevista à Rádio Metrópole, Bellintani foi perguntado sobre como a diretoria tricolor vê o anúncio de retorno no dia 30 feito pelo Vitória. Quanto ao Bahia, o presidente tricolor diz que ainda não tem data prevista para voltar à Cidade Tricolor, mas que o início de junho pode ser uma referência, a depender de autorizações das autoridades.

“Ainda não. A gente está esperando. Tem que se entender primeiramente o que é volta aos treinos e se o Vitória está com esse planejamento, com certeza é algo responsável, cuidadoso e cumprindo os protocolos. A gente ainda espera o andamento da pandemia até o final de maio para tomar essa decisão, também com muita responsabilidade e cuidado. Pode ser que o fim de maio e início de junho seja uma referência de volta, mas não posso cravar porque depende do andamento da pandemia e da autorização de todos que estão cuidando da saúde pública, especialmente os prefeitos e o governador do estado”, falou o presidente do Bahia.

Estádio vazio na volta dos jogos

Com a possibilidade de não haver mais nenhuma partida com público nos estádios em 2020, Bellintani diz que o Bahia tem um planejamento de que, quando os portões voltarem a ser abertos, não haverá venda de ingressos. Ou seja, os sócios-torcedores serão espalhados pelo estádio para evitar aglomerações independentemente de quando seja o retorno.

“Eu sou sempre um otimista. Eu acho que a gente tem chance de gradativamente planejar a volta de treinos. Eu falo sempre em três fases: volta de treino, volta de jogos com portões fechados e, por fim, volta da torcida. Mas, lógico, em escalonamento. Acho que se a gente puder ter jogo com torcida ainda esse ano, dificilmente teremos como vender ingressos. Vai ser restrito aos sócios. Estou dando um exemplo meramente especulativo. Mas, naturalmente a Fonte Nova tem uma capacidade grande para 45 mil pessoas e, no momento da volta, que ainda não dá para cravar, vamos precisar sedimentar o estádio para que a gente não tenha aglomerações e nem setores do estádio absolutamente concentrados. Mas, isso é um processo longo. A gente ainda fala de forma especulativa, pois ainda é cedo para cravar”.

Possível volta em junho e futebol como exemplo para sociedade

“Eu tenho defendido muito que no momento da volta, hipoteticamente no mês de junho, com treino e eventualmente na sequência os jogos, que o futebol sirva de exemplo da retomada. Isso para mostrar que uma retomada não deve ser feita de qualquer forma, mas com protocolo, com cuidados, regras de convivência. O futebol pode ser para o Brasil um grande canal de comunicação dessa retomada. Por isso eu defendo que o futebol seja preservado nesse momento, mas que também sirva no momento de retomada do convívio social de exemplo para a sociedade, já que tem uma força muito grande e tem esse papel”.

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