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Notícia | Entrevista

Publicada em 12 de maio de 2020 às 10h59

Bellintani cita Nonato e necessidade de valorizar ídolos

Presidente destaca programa Dignidade aos Ídolos e necessidade de enaltecer craques recentes, como Nonato

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Após 13 anos, Nonato retornou ao futebol baiano no início de 2020. Contudo, sua volta não aconteceu da forma como imaginava. Depois de publicar o desejo de defender o Bahia, o atacante acertou com o Vitória da Conquista, clube que já deixou antes mesmo da quarentena.

Em live feita com Bobô, o presidente Guilherme Bellintani comentou sobre a relação da diretoria com Nonato e garantiu ter feito um convite para homenagear o jogador em partida festiva. Porém, o ídolo tricolor optou por dar sequência a sua carreira por mais tempo.

“Nonato é um querido de todos nós, está na lista de artilheiros do Bahia. A gente já tinha feito um convite a ele para fazer um jogo em homenagem. Mas ele ainda queria disputar mais jogos e optou por jogar pelo Vitória da Conquista. Agora voltou para disputar o campeonato de Goiás. Mas é um grande cara”, afirmou Bellintani.

Além de afirmar que não desprestigiou Nonato, Bellintani citou o programa de Dignidade aos Ídolos como um dos destaques de sua gestão no que se diz respeito ao apoio financeiro a grandes nomes que defenderam a camisa tricolor no passado.

“Eu tenho feito, desde que entrei nessa gestão, e a primeira coisa que eu fiz foi o Programa de Dignidade aos Ídolos. A gente ouviu muito ex-jogadores, inclusive você (Bobô) para que pudéssemos formular um programa para quem viveu um momento no futebol que não rendia muita grana e por isso não conseguiu guardar. E hoje muitos têm dificuldades até de pagar contas básicas, alguns deles têm problemas de saúde, como o nosso Maílson. Acho que é um dever do clube estender a mão para essas pessoas. Fizemos o Dignidade ao Ídolo que funciona muito bem. É um programa pioneiro no Brasil inteiro, a gente ajuda ex-atletas e isso tem reflexo com os nossos atletas atuais. São caras bem de vida, ganham bem, mas sabem que estão em um clube que vai estender a mão se precisar. Então, nossos atletas atuais adoram e admiram muito esse programa”, comentou o presidente do Bahia.

O presidente tricolor também destaca a importância de valorizar a história de ídolos com a camisa do Bahia, como é o caso de Nonato, e de fazer contratos longos para preservar a permanência de atletas que podem marcar o nome no clube e serem lembrados no futuro.

“E aí a gente passa também por uma outra necessidade que é de reconhecer e valorizar os nossos ídolos e o Nonato é um caso desse. Eu tenho procurado no próprio elenco fazer contratos mais longos, o que é muito importante para formar novos ídolos. A Lei Pelé trouxe benefícios aos jogadores, mas ela também faz com que a permanência dos atletas seja mais temporária nos clubes. Isso faz com que a gente tenha menos ídolos historicamente. Hoje o jogador passa por oito a 12 clubes na carreira”.

No atual elenco, Lucas Fonseca é quem está no clube há mais tempo. Sua primeira passagem aconteceu em 2012. Durante esse período, só deixou o Bahia duas vezes e não atuou pelo clube somente no ano de 2015. Já Gregore e Gilberto são vistos como possíveis candidatos ao posto de ídolo do clube.

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