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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 05/08/2019 às 12h09

Sem trauma e sem dramas

Sem traumas e sem dramas. É assim que o jogo tem de seguir, porque futebol não é algo matemático e nem jogador de futebol é máquina. Existem as alternâncias físicas e técnicas. Não via e continuo não vendo nenhum motivo grave para setores da imprensa já estarem tecendo críticas agudas ao sistema tático do Bahia e muito menos torcedor se desesperando porque o Bahia saiu da Copa do Brasil e vinha numa maratona sem ganhar jogos desde o início de julho. Preocupação, sim. Nada depois disso.

Entretanto, é um pouco mais para a frente que se deve depositar toda confiança de um sucesso iminente pelo que vem sendo feito no Bahia. Tem de confiar, porque é assim que funciona. Também não dá para se descuidar do olhar constante para o retrovisor, porque foi de lá que vieram os exercícios para as lições de hoje.

Palmeiras e Flamengo são dois times caríssimos para os padrões do futebol sul-americano. Tidos e havidos como os dois dos maiores favoritos ao título da Copa do Brasil, deram adeus ao torneio juntamente com Bahia e Atlético de Minas. Passaram às semifinais Atlhetico do Paraná, Cruzeiro, Grêmio e Inter. Como se pode notar, nenhum clube de São Paulo e nem do Rio passou das quartas.

Não é uma justificativa absoluta, mas é um fato que deve ser levado em consideração. E tem mais: o Palmeiras de Felipão – que segundo a imprensa paulista, estaria se demitindo – esteve tão trôpego nos últimos jogos quanto o Bahia. Com o Flamengo, também não está sendo diferente. Se classificou na Libertadores de pires na mão e no domingo passado foi goleado pelo Bahia.

É claro que em se falando de recuperação os dois clubes citados acima, em tese, têm muito mais bala na agulha que o Bahia para sair desse lugar inóspito de resultados opacos. Entretanto, futebol não funciona pelo estrelato quantitativo, é pela regularidade técnica e dedicação do todo. Os fatos estão aí, não dá pra fugir da realidade só pelo complexo de inferioridade que estigmatiza os clubes do Nordeste.

O que se faz no Bahia é um trabalho notável em organização com objetivos definidos visando o status real – e não de retórica – como clube modelo. O fato de já se ter ultrapassado a marca de 40 mil sócios adimplentes é um dos fatores que determina a grandeza do Bahia neste momento e não eventuais fases técnicas positivas ou negativas. O futebol é consequência da qualidade do trabalho.

 – Criticar esse trabalho do treinador dizendo que o esquema de jogo do Bahia está manjado e que precisa ser reinventado -- forma do time jogar -- é no mínimo uma imprudência ou pouco conhecimento de causa. No jogo desse domingo passado, contra o Flamengo, Roger armou um time que mais uma vez foi lindamente mortal nos contra-ataques. Esquecem os críticos que Roger trabalha com o esquema tático que melhor se encaixa ao elenco.

Será que colocando esses mesmo jogadores num outro estilo, tipo Fernando Diniz, ou Sampaoli, seria assimilado? Ademais, o futebol moderno dos clubes europeus – excetuando-se times como Barcelona e mais três ou quatro – é jogado inteligentemente assim como joga o Bahia, porque foi lá que Roger foi estudar para se atualizar e adequar-se ao futebol que é jogado nos grandes centros.

Calma aí, minha gente! Curtam o resultado do jogo contra o Flamengo, porque ele não foi obra do acaso, sim da competência de Roger e seus comandados que de fato cumprem à risca as determinações do chefão gaúcho.

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