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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 10/09/2019 às 11h47

Roger Machado, o perfeccionista

Alguns sentimentos nocivos como a inveja e a frustração não admitem que as pessoas evoluam. Menos ainda entendem que a vida é um constante processo evolutivo que tem como consequência o êxito. É a lei de causa e efeito. Se o indivíduo se esmera obediente à disciplina profissional, por exemplo, o sucesso é iminente. É assim em todos os segmentos da vida.

Esse é o caso de Nino Paraíba, contestado pelo antagonismo, mas que cresceu técnica e disciplinarmente em obediência tática e atualmente está entre os melhores laterais direitos do Brasil. Não sou eu quem o diz, são os números do jogador nesse Bahia de Roger e Paulo Paixão, que trazem à luz os fatos.

– “Nino está bem mesmo. Está bem porque entendeu o que era importante para a função. Durante muito tempo ele sempre foi válvula de escape de seus times, pela velocidade, pela intensidade. Hoje, equilibrando nas ações ofensivas e defensivas, se tornou um jogador muito mais completo” (Roger Machado).

Para evoluir, precisamos apenas trabalhar e cuidar com responsabilidade do contexto pessoal, que envolve mente e corpo. Se vivemos e dependemos do que fazemos, podemos crescer e alcançar nossos objetivos, porque a linha do horizonte só existe para os olhos, mas a mente não tem linhas limítrofes.

Foi a partir dessa benéfica exploração que o treinador do Bahia observou e concluiu que Nino ainda tinha potencial a ser trabalhado de uma outra forma e buscou intensamente as qualidades que ele via no jogador.

– Daniel Alves, quando saiu do Tricolor para a Europa, não tinha toda essa técnica que há nele agora. Ele apenas tinha fôlego e habilidade. O jogador que hoje ele é foi descoberto e trabalhado por grandes treinadores.

No Bahia de Roger, não há pressa para se chegar perto da perfeição. Ele apenas trabalha com competência o perfil do seu grupo e o que vemos na prática são indivíduos crescendo técnica e profissionalmente. Flávio e Nino – só para citar esses dois – são exemplos à vista do que expresso aqui e do ceticismo de outros profissionais que os tiveram e não souberam desenvolvê-los – talvez até pelo imediatismo claramente identificado nos clubes de futebol.

Roger Machado é um perfeccionista rigoroso e planeja como pensa. Seu objetivo é a excelência de acordo com a capacidade de cada indivíduo, e daí ele traça métodos em equipe e o tempo por ele calculado matura e trata dentro do limite mais próximo possível do aperfeiçoamento as suas ideias.

Aí está como prova o futebol que o Bahia vem exibindo dentro e fora de casa, que se não é espetacular, joga bonito e objetivamente para ganhar como poucos o fazem.

Perder, ganhar e empatar faz parte do futebol. Porém, nesse momento o torcedor sabe que tem um time ganhador e por isso mesmo confiável. Sem estrelas espetaculares, é verdade, mas com brilho suficiente para chegar no topo do seu objetivo, que é uma classificação para disputar a Libertadores.

SELEÇÃO DA RODADA 18

Jordi, Nino Paraíba, Pablo Marí, Victor Cuesta e Filipe Luís; Ronaldo, Arão, Reinier e Scarpa; Gabriel Barbosa e Everton. Técnico: Jorge Jesus.

Como se vê, a imprensa do Sudeste elegeu dois jogadores do Bahia: Nino e Ronaldo.

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