é goleada tricolor na internet
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Publicada em 28 de março de 2025 às 10:51 por Cassio Nascimento

Cassio Nascimento

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O Bahia no Mundo

Não é novidade que o maior clube da Bahia é o Bahia. O resultado em Canabrava, domingo último, apesar de ter quase matado esse escriba do coração, revelou um Rogério Ceni mais flexível aos contextos de jogo, tendo o Bahia saído com o triunfo no agregado.

O quinquagésimo primeiro título estadual, nesse diapasão, merece ser comemorado não pelo peso da conquista, e sim, pelo primeiro grande teste deste ano ter sido superado. Vencer, convencendo, um clássico é um belo motivador para o que virá em seguida.

Sobre a partida, ou as partidas, a retranca armada por Ceni não deu muito resultado, com o rival indo pra cima com muita intensidade. Falhas na defesa saltaram aos olhos, mas, apesar da expulsão infantil de Cauly; e da postura agressiva do time do Aterro, o Bahia mostrou o equilíbrio emocional que não demonstrou em 2024, quando perdeu o clássico (e o título) de virada.

Quanto a questão das provocações, não consigo entender o porquê do ato de brandir a camisa para a torcida adversária ser motivo de expulsão. Quanto ao gestual de galinha, se tivéssemos perdido, varas de pescar imaginárias estariam sendo brandidas como no ano passado. Então, quem não aguenta brincadeira não desce pro play.

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Hoje tem lançamento dos uniformes Puma, a mando da matriz, em Salvador, num grande evento. O que chama atenção é que não se tem a mínima ideia de como serão os uniformes, apesar de especulações nas redes sociais e dos produtos “paralelos” já à venda no comércio feirense. O marketing tricolor tem agido de forma muito discreta e reservada, merecendo aqui os devidos elogios.

A ideia da “marca própria”, apesar de ser criticada por mim no início, revelou-se uma excelente jogada comercial, com plena participação da torcida e dos sócios na escolha e promoção dos mantos. Por determinação dos CEOs manchesterianos, vai ser assim e assim vai ser. Esperamos que as camisas estejam à altura do que o Bahia merece, sem plágios de outros clubes como fez a Nike.

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Finalmente, recebemos a notícia de que o nosso ex-lateral direito Daniel Alves acabou de ser absolvido da acusação de estupro na Espanha, em julgamento de segundo grau.

Daniel não é santo, mas é, oficialmente, inocente.

Isso nos traz diversas reflexões, num momento em que a justiça (e o próprio direito) são postos em xeque em âmbito nacional. Daniel é rico, tem acesso aos melhores penalistas, às melhores estratégias de defesa e conseguiu convencer o colegiado de que os elementos probatórios da acusação eram insuficientes para provar sua culpa.

Daniel e a suposta vítima são adultos e capazes, decidiram (supostamente) manter relações sexuais, de comum acordo. Aparentemente, limites foram ultrapassados; e a alteração de consciência, então, pode ter contribuído para esse ou aquele desfecho indesejado. Coisas que acontecem o tempo todo, inclusive com outros atletas. Apenas eles dois são capazes de narrar o que realmente aconteceu, uma vez que a verdade não foi aos autos.

Daniel tem formação moral machista, vem de um meio machista, criado na zona rural, viu-se em meio à fama e fortuna repentinos; e isso tudo traz, a reboque, interesses de terceiros e pode bem levar a própria pessoa a perder-se em seu próprio estilo de vida. Contudo, entre quatro paredes, considerando dois adultos capazes, somente ambos podem estabelecer seus limites um ao outro. É possível que, realmente, tenha ocorrido um crime? Claro! Mas o processual superou o material. É assim que funciona o devido processo legal.

Por conta disto, acredito que caberia, ao Esporte Clube Bahia, uma retratação ao ex-atleta, face ao que ocorreu, porquanto também está fazendo justiça. Não no sentido de dizer “perdoe-me ó grandioso Daniel”, mas no sentido de que o clube falhou em execrar seu ex-jogador antes da coisa julgada ou do trânsito em julgado. Defender direitos de minorias sociais é importante, mas o clube foi afoito em satisfazer o senso comum, em vez de se portar de forma institucional.

Pode ser que, do ponto de vista social, Daniel permaneça condenado. Mas fica a lição a todos, e também ao Bahia, para que aja mais ponderadamente em situações como esta.

Saudações tricolores!

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