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Coluna

Caio Vasconcelos
Publicada em 11/03/2020 às 12h42

Minha Análise - Bahia 1x0 Confiança/SE

Meus Amigos,

Sábado, em uma atípica rodada dupla, o Esquadrão de Aço não convenceu mas venceu o Confiança por 1x0 em partida válida pela 6ª rodada da Copa do Nordeste 2020. Ainda sem Rodriguinho e atuando com o mesmo esquema de 4 homens de frente, a equipe de Roger Machado voltou a jogar mal, sendo incapaz de construir um placar convincente para o bom público presente na Fonte Nova.

Diferente da última partida, onde o time foi eficiente na construção e finalização das jogadas, neste sábado a lentidão, erros de passe, distância entre as linhas e postura ineficiente na frente, com pouquíssimos sucessos nos duelos individuais, foi a tônica do confronto contra o Dragão Sergipano. A única exceção foi novamente o atacante Élber. O camisa 7 foi incisivo, quebrando as linhas com suas arrancadas e dribles. De seus pés surgiram as 2 melhores jogadas do 1º tempo. Em ambas Gilberto desperdiçou as chances criadas, algo anormal para o camisa 9 e capitão tricolor no confronto. 0x0 bem modorrento.

Na segunda parte, logo no início, o único gol do confronto. Novamente Élber construiu a jogada e serviu Capixaba na esquerda. O lateral foi no fundo e cruzou para Gilberto. O zagueiro tentou cortar e fez contra. 1X0.

Parecia que o time ia engrenar. Logo depois Rossi fez uma belíssima jogada pela direita, foi no fundo e cruzou para Clayson, sozinho na marca do pênalti, cabecear para fora. Lance inacreditável, tamanha a facilidade.

Aliás, o camisa 25 fez mais uma partida apagada. Pelo investimento feito, esperava-se muito mais deste atleta, mas que até o momento pouco produziu, sendo então natural substituído do time para a entrada de Rodriguinho.

A estreia de Rodriguinho deslocou Élber para a esquerda e colocou o camisa 10 para flutuar mais próximo de Gilberto. Em pouco mais de 30 minutos, mostrou inteligência ao servir Élber que arrancou e bateu forte para a defesa do arqueiro Rafael Santos, tabelou bem com João Pedro e entrou na área para finalizar para fora e só não teve mais destaque porque os volantes pouco acionaram ele. Em diversos momentos Rodriguinho flutuou entre as linhas defensivas do Confiança mas não recebeu o passe vertical de Gregore ou Flávio, que preferiam jogar com os laterais. Os volantes precisam entender que agora o time tem um jogador diferenciado à frente deles, sendo quase obrigatório arriscar esses passes, pela capacidade técnica do jogador. Apesar de gostar do futebol de Flávio, este precisa entender que não é o “dono” do time e deve verticalizar mais as jogadas, para que a criação do time não fique refém das jogadas individuais dos pontas.

No fim, uma partida com muita transpiração e pouquíssima inspiração. Para uma rodada com apelo de público, faltou o time corresponder em campo. Pode e deve apresentar mais.

Anderson – Seguro, foi importante quando evitou o gol do Confiança após a braga de Juninho no 1º tempo.

João Pedro – Oscilou ofensivamente, mas defensivamente foi bem.

Wanderson – Achei mais seguro que Juninho. Não comprometeu.

Juninho – Errou muitos passes e num erro básico de domínio de bola, quase causou o gol do Confiança. Pareceu perdido.

Capixaba – Novamente um dos poucos que mercere elogio. Bastante regular na temporada, foi importante no gol. Mais um gol saindo de seus pés, em jogada pela linha de fundo. Faz tempo que não tínhamos isso na lateral esquerda.

Gregore – Fez um jogo regular defensivamente e foi pouco a frente.

Flávio – Não foi mal defensivamente, mas precisa chegar mais à frente. Com a entrada de Rodriguinho, não conseguiu municiar o camisa 10, mesmo este se apresentando a todo instante para tal. Precisa entender que sua função é auxiliar o ataque com a bola, não ser o dono do time e achar que deve jogar no seu ritmo. Saber as próprias limitações é uma virtude.

Rossi – Novamente foi importante pelo lado direito. Se não é tão técnico quanto Artur, compensa com raça, força e muita voluntariedade. E vai ao fundo, cruzando sempre bem. Um alento para quem sofreu em 2019 com um ponta direita que chegava na ponta da área e trazia para dentro a bola.

Clayson – Partida bem abaixo do que se espera dele. E perdeu um gol que não se pode perder. Provavelmente vai para o banco.

Élber – O melhor jogador do Bahia na temporada. Extremamente regular, perigoso, agredindo sempre os adversários, criando as melhores chances do time. Imprescindível em qualquer esquema tático que Roger quiser utilizar.

Gilberto – Não foi o definidor que estamos acostumados. Mas não faltou luta e entrega. Quero ver mais da dupla com Rodriguinho, pois vejo que finalmente terá um parceiro à altura.

Rodriguinho – Entrou e mostrou que tem a técnica que o time precisa para engrenar. A última esperança em melhora na forma de jogar do time. Boa movimentação e inteligência nos passes.

Arthur Caíke – Entrou e nada fez. De novo. Até quando?

Fernandão – Foi muito profissional ao entrar faltando 3 minutos para acabar o jogo. Muitos não iriam. Visivelmente é um problema para o Bahia como instituição resolver em 2020.

Roger Machado – Novamente um jogo ruim e manutenção das mesmas alterações. O que pretende com Arthur Caíke? E colocar Fernandão faltando 3 minutos? Porque os volantes não entram na área, não se deslocam para uma tabela, infiltração? O time do Bahia é muito estático, basicamente rodando a bola para os pontas ganharem dos marcadores e cruzarem para a área. Precisa ampliar o repertório. Teremos no máximo 5 jogos até o início do Brasileiro (se classificarmos nas quartas e nas semi-finais da CNE) e este time precisa apresentar mais. Não pode reclamar de cansaço ou calendário.

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