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Coluna

Caio Vasconcelos
Publicada em 10/04/2019 às 07h59

Minha Análise - Bahia 1 x 0 CRB

Meus Amigos,

 

Ontem na AFN, em noite de estréia do novo treinador, o Esquadrão suou para vencer o CRB, em partida válida pela 3. fase da Copa do Brasil. 

 

Jogando de forma mais compactada, o Bahia começou melhor a peleja com destaque para Elber e Douglas Augusto. Como o CRB veio bastante fechado, esses 2 atletas buscavam abrir espaços com dribles e chutes de longe. Logo aos 3 minutos, um foguete de Douglas Augusto quase abriu o placar. Um detalhe importante foi a movimentação de Élber, que não se limitou a ficar somente na ponta direita, mas também veio pelo meio, mais perto de Ramires e Gilberto.

 

Com a saída do camisa 7 por lesão o time do Bahia perdeu mobilidade, passando a ser presa fácil para a marcação do time Regatiano. Assim, os lances de perigo foram escassos, com destaque apenas para um chute de Douglas Augusto e uma jogada de Ramires, que saiu tirando tinta da trave.

 

Na volta do intervalo, a equipe tricolor continuou com dificuldades para furar a retranca do CRB. Percebendo a inquietação da torcida, Roger Machado, diferente do seu antecessor, resolveu mudar antes dos 30 minutos. Chamou Fernandão e surpreendeu ao tirar Ramires, que era um dos poucos que se movimentavam no ataque. 

 

O detalhe foi que a partida ficou paralisada logo após a alteração por 10 minutos, para atendimento do jogador Zé Carlos, que precisou sair de ambulância. Isso permitiu a Roger Machado chamar o time e arrumar taticamente a equipe.

 

As jogadas com Fernandão eram bem características. Bola passada para ele fazer o pivô e aproximação dos meias e laterais. Isso ocorreu de forma regular durante a participação do camisa 20, se tornando a alternativa mais viável para que o Bahia chegasse ao ataque.

 

Se não fosse a ineficiência de Nino, Moisés, Arthur Caíque e Artur, teríamos feito mais gols no confronto e não passaríamos o sufoco que foi a partida. Para este que vos escreve, ficou claro que Fernandão e Gilberto devem jogar juntos, pois são os melhores jogadores do Bahia para o setor ofensivo. Caberá a Roger Machado encontrar a melhor forma do time atuar para municiar os 2 artilheiros.

 

E numa dessas jogadas que só o Bahia consegue fazer, saiu o gol da classificação. Nino passou para Fernandão, que devolveu ao lateral. O cruzamento, pra variar, foi ruim. A bola sobrou para Shaylon, que rodopiou e serviu Moisés. O cruzamento, pra variar, também foi ruim. A bola novamente sobrou pererecando na entrada da área. Artur ficou com medo e não dividiu, Nino se antecipou e tentou de canhota. O efeito foi tão surreal que Gilberto conseguiu cabecear a redonda quase na linha lateral da grande área. Fernandão novamente apareceu, ganhando de cabeça, Shaylon cabeceou e a bola sobrou para Elton. O camisa 17, autor de gols improváveis com a camisa tricolor (Quem estava no estádio contra o Atlântico no baiano do ano passado, deve lembrar do gol dele no último minuto), fez o giro e chutou de canhota. A bola passou no meio das pernas do goleiro e morreu mansa no fundo do gol tricolor. Cartase coletiva na FN, com um dos gols mais escalafobéticos do Bahia e da história do futebol.

 

Os jogadores estão de parabéns pois lutaram até o fim, mesmo sem jogar de forma bilhante. E a torcida, que jogou junto e não desistiu. O Bahia é um eterno gol de Raudinei.

A nota triste deste confronto foi a péssima organização da FN para a venda de ingressos e estacionamento do setor Sul (Dique). Busquei comprar o ingresso pela internet desde as 9h, sempre com erros de conexão do site. Cheguei no Estádio faltando 5 minutos para começar, por causa de um enorme engarrafamento na entrada do Estacionamento do Dique, que travou todo o acesso de quem vinha da Centenário para o jogo. Por fim, fiquei 40 minutos na fila e, ao chegar para comprar o ingresso de sócio, com desconto, fui informado que este havia acabado, além da lotação do setor oeste inferior. Desisti e retornei para minha casa, para assistir o jogo pela TV. A bagunça para a venda de ingressos também é responsabilidade do Bahia e isso não pode continuar. Não é a primeira vez que esses transtornos ocorrem em jogos sem tanto público, o que demonstra o despreparo da AFN e do Bahia com o seu torcedor e o seu sócio. 

 

Anderson - Mero espectador. 

Nino - Se tem algo que merece elogios é a sua dedicação. Não desiste jamais e o gol sai também pela sua insistência. Não se omitiu em momento algum.

Ernando - Partida segura. Quase marcou de cabeça. Tem melhorado.

LF - Partida segura. Mas insiste na mania de se envolver em confusão.

Moisés - Partida sem graça. Nada que mereça destaque.

Elton - Será ele o Raudinei do século XXI? Apesar das críticas que sempre sofreu, é outro que não se omite. Sua volta ao time foi importante.

Douglas Augusto - Para mim foi o melhor em campo. Armou, chutou, buscou levar o time ao ataque. Pena que a expulsão manchou sua boa atuação.

Ramires - Tentou mexer a equipe, dando opção de passe e buscando infiltrações. Bom chute de canhota, que tirou tinta da trave.

Élber - Mais um que sofreu com críticas em 2018 e vem mostrando seu valor. Raçudo, deu opção de passe e movimentação enquanto esteve em campo.

Arthur Caíque - Sonolento, pouco produziu. Não justifica a titularidade. Se quiser jogar, precisa correr mais.

Gilberto - Sozinho, isolado, só melhorou com a entrada de Fernandão, que dividiu a atenção da zaga do CRB. Mesmo sem estar inspirado, foi um lutador, dando carrinho na defesa e salvando o chute tenebroso de Nino no gol da classificação.

Artur - Entrou, ciscou muito e pouco produziu. Precisa finalizar melhor e aprender a cruzar a bola pra trás, quando vai a linha de fundo.

Shaylon - Tentou organizar o meio campo, com pouco sucesso. Deu o passe para Elton marcar.

Fernandão - Sua atuação foi fundamental para empurrar a defesa do CRB para dentro da área. Não pode ser reserva de forma alguma. Ele, Gilberto e mais 9. 

Roger Machado - Foi corajoso ao botar Fernandão e Gilberto. Terá muito trabalho para organizar a equipe.

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