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Coluna

Caio Vasconcelos
Publicada em 14/05/2019 às 12h50

Minha Análise - Athletico-PR 1x0 Bahia

Meus Amigos,

Neste domingo de Dia das Mães, em jogo muito desigual, o Bahia foi derrotado de forma justa pelo irritante Athletico Paranaense por 1x0 no Estádio Joaquim Américo, em válida pela quarta rodada do Brasileirão 2019. 

Diferente da partida contra o Avaí, onde o Bahia atuou num 442, com Ramires e Artur pelos lados, com a saída de Arthur Caíque Roger Machado optou por lançar Fernandão e Rogério no time titular, alterando o esquema para o 4231, com Rogério aberto na direita, Artur na esquerda e Ramires centralizado. 

Infelizmente, o que se viu foi um passeio da equipe do Batel, principalmente pelo lado direito, onde Rogério e depois Artur não conseguiram segurar Renan Lodi, deixando Nino sobrecarregado. Por este lado saiu o gol da partida. Virada de jogo, Rony levou Nino para dentro da área, Lodi apareceu sozinho. Cruzou para Marco Ruben dividir com Ernando, Douglas fazer uma bela intervenção e a bola sobrar para Rony (que Nino teve que deixar solto), marcar. 1x0.

O time paranaense enfileirou chances para ampliar o placar. Se não fosse Douglas, LF e a incapacidade de conclusão de seus atacantes, o Bahia terminaria o primeiro tempo goleado de forma impiedosa. Essa atuação do Athletico no primeiro tempo lembrou a atuação do Bahia contra o Avaí. Massacre e ótima atuação do goleiro, evitando uma catástrofe ao visitante.

Sobre a forma do Bahia jogar contra o Athletico, esperava que Roger mantivesse o 442, com Ramires aberto pela direita e Artur pela esquerda, marcando a passagem dos laterais, com Rogério e Gilberto (Não teria entrado com Fernandão) fazendo a pressão na saída de bola dos zagueiros e do volante Wellington. Os volantes bateriam com os meias, laterais com pontas e um zagueiro nosso ficaria na sobra. Uma marcação praticamente individual, com jogadores parando as jogadas ainda no campo de defesa do time paranaense. O que aconteceu foi o contrário. 

Com Ramires mais centralizado, Fernandão ficou isolado, correndo sozinho para fazer a marcação na saída de bola e chamando os companheiros para avançarem. Os três meias então saiam de forma desordenada e recebiam nas costas os avanços dos laterais. Como os defensores não acompanhavam a saída dos meias, ficava um buraco imenso onde os meias e pontas tabelavam e invertiam as jogadas para os laterais efetuarem a ultrapassagem e dobrar a jogada sobre nossos laterais. Escapamos de tomar uma goleada histórica. 

A única jogada de perigo do Bahia no 1. Tempo foi com Fernandão. O camisa 20 recebeu livre na linha da grande área, ajeitou e bateu forte, porém encima do goleiro. Uma oportunidade que não se pode desperdiçar. Fim da primeira parte e 1x0 no lucro. 

A expectativa era que Roger modificasse taticamente o time no intervalo, além de substituições das peças que nada renderam. Ledo engano. O Bahia voltou “nas cordas” novamente, sendo trucidado pelo CAP. Lembrou os filmes de Rocky Balboa, que apanhava mais que tudo durante a maior parte das lutas e só ganhava no final. 

Só que as parcas oportunidades de contragolpe que apareceram, o Bahia desperdiçou. Fernandão, em boa jogada de lateral, chutou firme e o goleiro deu rebote. Na sobra Ramires chegou atrasado, deixando novamente claro o erro no posicionamento dos atletas.

O Bahia só veio conseguir equilibrar o confronto nos últimos 25 minutos, quando o Athletico/PR recuou suas linhas, colocando Lucho para cadenciar o jogo. Já com Shaylon e Elber o Bahia teve algumas oportunidades de finalizar com mais capricho, com Douglas Augusto e Artur, mas sem sucesso. No fim, a sensação de que escapamos de uma goleada e mais uma derrota na bagagem.  
  
Douglas – Boas intervenções. Não teve culpa no gol. Pegou tudo que foi possível.
Nino – Um dos poucos que se salvou. Faltou mais apoio dos volantes e dos pontas para proteger as subidas de Lodi/Rony. Lutou muito. 
Ernando – Ainda não se entendeu com LF. Precisa definir que sai a caça e quem fica na sobra. Não é possível um atacante ter tanto espaço como Marco Rubem teve ontem.
LF – Cortou muitas bolas, merecendo o destaque por isso. Entretanto, novamente não comandou a defesa. Como capitão precisa ser o líder do time também taticamente.
Paulinho – Assim como Nino, foi bem, dentro do possível. Ficou sobrecarregado diversas vezes.
Gregore – Partida ruim. Sempre chegando atrasado para defender, não soube parar o jogo quando necessário. Cometeu diversas faltas, e escapou de ser expulso, até pela quantidade cometida. Deixou que os meias circulassem livremente.
Douglas Augusto – Se a função era chegar mais a frente, armar o time, não conseguiu. Defensivamente foi um dos piores. Afrouxou muito a marcação no meio. E ainda teve uma chance de finalizar, mas quis colocar. Era um chute forte no gol.
Ramires – Não se encontrou em momento algum da partida. Nem marcou e nem atacou. Um dos piores em campo. Mereceu ser substituído.
Artur – Fez um jogo bom, de movimentação. Entretanto, pouco colaborou na marcação dos laterais.
Rogério – Não conseguiu acompanhar Renan Lodi e depois foi se esconder na ponta esquerda. Renderia mais se tivesse sido colocado no meio, com Gilberto, para pressionar a saída de bola. 
Fernandão – Foi mal. Errou domínios, mal posicionado. Ainda perdeu 2 gols inaceitáveis. Decepcionante.
Shaylon – Fez boas distribuições de jogo, mas não acrescentou nada ao ataque. Muito pouco para quem pleiteia a vaga de titular. Não chuta em gol e não joga de forma vertical.
Gilberto – Lutou muito, mas teve poucas oportunidades. Nesse tipo de jogo, deve ser titular.
Élber – Entrou e deu velocidade ao time. Tentou algumas vezes, mas sempre pelo lado esquerdo. Gostaria de tê-lo visto pelo lado direito, indo ao fundo e cruzando para trás ou chutando cruzado.
Roger Machado – Não soube anular o adversário. Todos sabem como o time joga em casa, com velocidade e movimentação. Errou na escalação, posicionamento e alterações. Decepcionante sua entrevista após o jogo. 
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