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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 07/04/2019 às 09h33

Grife do primeiro escalão

Roger Machado e Paulo Paixão chegam com grife de treinadores do primeiro escalão no futebol brasileiro e enchem de esperança a Nação Tricolor. Entretanto, ninguém deve esperar que com Roger e Paixão tenha vindo uma varinha de condão para de repente fazer o Bahia sair de 0 a 100 como se fosse mágico. É necessário muito treino, trabalho intenso e muita conversa com o grupo. Também, uma boa dose de paciência por parte da torcida possibilitará um ambiente tranquilo.

Contratar Roger não representou para mim nenhuma surpresa porque entendo que a diretoria não quer mais considerar a possibilidade de nenhuma perda de receita daqui em diante, sob pena de ter o orçamento comprometido. Trazer um técnico que, apesar de novo, tem status de primeira linha, era um anseio da torcida, e aí está.

O que me surpreendeu agradavelmente foi a vinda do extraordinário Paulo Paixão. Este profissional é uma garantia de sucesso na parte que lhe compete, bem como muito respeitado internacionalmente. Notabilizou-se por integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira com Dunga e Felipe Scollari, respectivamente, em 1994 e 2002. De 2007 ao final de 2009 P. Paixão esteve trabalhando no CSKA de Moscou e em 2010 retornou ao Grêmio e ocupou a função de Coordenador de Preparação Física.

Paulo Paixão conquistou ao longo da sua vitoriosa carreira 24 títulos e alguns desses de bastante expressão internacional conforme abaixo:

  • 1994 - Campeão do mundo (Seleção Brasileira)
  • 1995 - Campeão da Libertadores da América (Grêmio/RS)
  • 1995 - Campeão Gaúcho (Grêmio RS)
  • 1995 - Campeão Copa Sanwa Bank (Grêmio RS)
  • 1996 - Campeão Gaúcho (Grêmio RS)
  • 1996 - Campeão Copa Renner (Grêmio RS)
  • 1996 - Campeão Brasileiro (Grêmio RS)
  • 1996  -  Campeão da Recopa Sul-americana (Grêmio RS)
  • 1998 - Campeão Copa do Brasil (Palmeiras/SP)
  • 1999 - Campeão da Libertadores da América (Palmeiras/SP)
  • 2001 - Campeão Gaúcho (Grêmio/RS)
  • 2001 - Campeão da Copa do Brasil (Grêmio RS)
  • 2002 - Campeão do mundo (Seleção Brasileira)
  • 2003 - Campeão gaúcho (SC Internacional)
  • 2004 - Campeão da Copa América (Seleção Brasileira)
  • 2004 - Campeão Gaúcho (SC Internacional)
  • 2005 - Campeão da Copa das Confederações (Seleção Brasileira)
  • 2006 - Campeão da Libertadores da América (SC Internacional)
  • 2006 - Campeão Mundial Interclubes FIFA (SC Internacional)
  • 2007 - Campeão da Copa América (Seleção Brasileira)
  • 2009 - Campeão da Copa das Confederações (Seleção Brasileira)
  • 2010 - Campeão Gaúcho (Grêmio/RS)
  • 2013 - Campeão Gaúcho (SC Internacional)
  • 2013 - Campeão da Copa das Confederações (Seleção Brasileira)


Como podemos ver, o Bahia traz para compor a sua história um profissional super campeão e capaz de, juntamente com Roger Machado, levar o Bahia a conquistas históricas. Profissionais desse quilate só enriquecem ainda mais a tradição do Bahia. Não há como não render elogios ao destemor de Bellintani, que demonstra não estar presidente por acaso, sim pela competência que vem demonstrando com dose maior ainda de equilíbrio no cargo que honradamente exerce.

Em futebol tudo pode acontecer contrariamente ao que é planejado por qualquer clube, mas dificilmente o E.C. Bahia deixará de dar certo neste ano. É só confiar, compreender momentos de adaptações, ter paciência num ou noutro tropeço, evitar vaiar e esperar o resultado de todo um trabalho no clube, quer administrativamente ou no departamento técnico do futebol. Confiemos!

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