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Coluna

Publicada em 11/09/2020 às 11h39

Abre-se um novo caminho

A chegada de Mano Menezes marca uma nova etapa na história recente do Esporte Clube Bahia. Se trata de um treinador com trabalhos sólidos em alguns dos maiores clubes do país, contando com títulos nacionais relevantes em seu currículo e uma boa passagem pela Seleção Brasileira de Futebol. É uma contratação que gera um impacto midiático positivo para a marca do Tricolor de Aço, além de expor – de maneira mais clara – suas ambições.

O novo técnico é tricampeão da Copa do Brasil, mostrando que tem experiência ampla em competições eliminatórias, exatamente onde o Bahia mais falha. Como ainda é cedo para mirar o título do Campeonato Brasileiro, o clube deve apontar firmemente para a conquista da Copa do Brasil ou mesmo a Copa Sul-Americana, ambas com relevante prêmio financeiro e vaga para a Copa Libertadores da América.

Partindo desse ponto de vista, a diretoria mostra que tem objetivos claros e que a exigência está aumentando. Contudo, há um ponto fundamental que precisa ser melhorado: a divisão de base. É preciso ter mais atenção a essa área, já que é o único caminho para a sustentabilidade esportiva e financeira. Essa tarefa cabe também ao novo treinador, uma vez que este deverá estar atento, dando oportunidades para os talentos que surgem, orientando e formando profissionais de excelência e alta competitividade, algo que anda faltando.

Vendo os últimos jogos do time, me pergunto: por que não utilizar Ignácio na zaga? O jovem zagueiro fez um excelente trabalho ao jogar boa parte do Baiano, com desarmes firmes, antecipações e razoável qualidade de passe. No meio de campo, Ramon e Edson precisam de mais oportunidades, já que Gregore anda em má fase. No ataque, acredito que Saldanha seja um jogador com boa margem de crescimento e, como todo jogador jovem e talentoso, necessitará da boa vontade da comissão técnica e da torcida, assim como os demais jovens. São, pelo menos, quatro jogadores com ótimas perspectivas. O que não podemos é ter titulares absolutos como, por exemplo, Gilberto que vem em péssima fase, perdendo gols – alguns destes com o goleiro já batido na meta – todos os jogos.

Dentro das quatro linhas, espera-se que a nova comissão técnica organize o setor defensivo do time, corrigindo problemas crônicos, dando o lastro e a tranquilidade necessária para que o meio de campo e o ataque produzam. Nesse momento, temos a pior zaga do Campeonato Brasileiro, com quatorze gols sofridos. É sabido que os times treinados por Mano possuem excelentes estatísticas na retaguarda, com um sistema defensivo coeso e eficiente. Em setores mais avançados do campo, ele poderá contar com a qualidade e a experiência de Rodriguinho, jogador que além de suas notáveis habilidades técnicas, também é um líder natural. O atleta não se esconde dentro das partidas e está sempre cobrando os companheiros.

A expectativa sobre o trabalho que será iniciado é grande e, com certeza, trata-se de uma injeção de motivação tanto para a torcida quanto para os jogadores. Lembrando que, para os atletas, a cobrança terá que ser dobrada, uma vez que não há mais desculpas para eles. O Bahia possui um técnico brasileiro de ponta e uma estrutura física à altura dos maiores clubes do país. Portanto, abre-se um novo caminho e só resta esperar total entrega, ímpeto e raça dos profissionais em questão.

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