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Notícia | Baiano

Publicada em 06 de maio de 2016 às 08h34

Portal reúne motivos e elege Baiano como o pior desde 1999

Com destaque para os imbróglios envolvendo o Vitória-BA, jornalista André Uzêda cita sete razões para considerar Baianão o pior dos últimos 17 anos

Da Redação

De André Uzêda, para o portal Aratu Online:

"Em 1999, há dezessete anos, portanto, o Campeonato Baiano registrou uma das edições mais tumultuadas de sua centenária história. Só para resumir, não houve final.

A partida decisiva seria no Barradão, mas, alegando falta de segurança, o Bahia conseguiu uma liminar para transferir a finalíssima para a Fonte Nova. O Vitória não aceitou e mandou o time para o local onde, por regulamento, a partida deveria acontecer.

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Fonte: Divulgação/A Tarde

Cada um foi para um estádio diferente e os times não definiram o título em campo. O quiprocó foi parar na justiça, que, apenas anos depois, achou por bem dividir troféu entre a dupla Ba-Vi.

O Baianão deste ano, com certeza, é o mais tumultuado desde aquela bagunça, de 17 anos atrás. Foram muitos fatos polêmicos e esculhambados que mostram o quanto esse torneio foi desorganizado e desrespeitoso com o torcedor.

Nós, do Aratu Online, listamos SETE motivos para você crer nisso.

1- TIMES SEM TERRITÓRIO

O Vitória da Conquista, time de Vitória da Conquista, mandou seus jogos em Ilhéus. O Fluminense de Feira de Santana, time de Feira de Santana, recebeu os adversários em Salvador. E teve até a Juazeirense, que jogou o Campeonato Baiano — um torneio da Bahia — em Petrolina, cidade que pertence a Pernambuco.

Entendeu? Nós também não.

O fato é que alguns estádios estavam passando por reformas e outros não foram liberados a tempo. Por isso tantas distorções no Pernambucanão 2016… Ops, Baianão 2106.

Perdão!

2- JOGO SEM MARCAÇÕES OFICIAIS

A primeira rodada do Campeonato Baiano de 2016 foi disputada desrespeitando uma regra sagrada do esporte: as dimensões oficiais do campo e das traves. No jogo em que o Bahia de Feira derrotou o Feirense por 2 a 0, em Senhor do Bonfim, o árbitro Florismar Costa de Jesus colocou na súmula que uma das balizas tinha largura e altura inferior ao exigido pela regra. Além do que, disse o juizão, o campo estava com dimensões inferiores às permitidas.

A reportagem do Aratu Online denunciou o problema com exclusividade.

Mesmo com o erro crasso, a partida não foi remarcada. A Federação Bahiana disse que notificaria a prefeitura da cidade, apenas.

E seguiu o baba.

3- DESCULPA DA “CHUVA”

Pior do que o episódio da trave relatado acima foi a justificativa dada pelo presidente Ednaldo Rodrigues para o problema.  Segundo o mandatário máximo do futebol baiano, a chuva teria provocado o encolhimento da estrutura. Veja o que ele falou na ocasião em entrevista ao Aratu Online.

“Quando o laudo de liberação do estádio foi dado em dezembro, estava tudo ok! Porém, com a chuva que teve na região nos últimos dias, a estrutura da base da trave acabou cedendo e, por isso, a altura foi reduzida e saiu do padrão. A própria chuva causou a retirada das marcações (no gramado). Quando foram refeitas, saíram erradas. Nesse momento, é preciso ter bom senso. Não houve nada premeditado. Não vejo motivo para se pedir o anulamento da partida”, afirmou.

Êêêê chuva do cão…

4- VICTOR RAMOS E BAHIA NO TAPETÃO

Boa parte das notícias do campeonato não foram de futebol. Mas sim dos trâmites do tribunal desportivo. Após as quartas-de-final entre Vitória e Flamengo de Guanambi pipocaram denúncias de que o zagueiro Victor Ramos, do Leão, estaria irregular. Segundo esta corrente, ele teria sido inscrito fora do prazo para atletas de transferência internacional — pois seu contrato estaria atrelado ao Monterey, do México.

O Bahia foi ao tapetão para eliminar o Vitória. O Tribunal de Justiça da Bahia tentou arquivar o caso e a FBF apresentou um e-mail da Confederação Brasileira de Futebol avalizando a escalação do atleta. O e-mail terminava com palavras que mais pareciam de uma garota querendo dispensar seu paquera inconveniente: “Qq coisa me liga”.

5- PRESIDENTE SÓCIO DO VITÓRIA

No auge da polêmica sobre Victor Ramos, o caso foi arquivado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA). O presidente do TJD-BA, Pedro Casali, manteve o parecer do procurador-geral, Ruy João. Dias depois descobriu-se que Casali era torcedor do Vitória. E mais que isso, sócio do clube.

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Fonte: Divulgação/Twitter

Até fotos dele com a camisa do rubro-negro durante um jogo na Arena Fonte Nova foram espalhadas nas redes sociais. No entanto, Casali negou qualquer tipo de relação entre sua decisão e suas predileções clubísticas. “Não tem nada que demonstre nos autos qualquer tipo de parcialidade. Pelo contrário”, disse, na ocasião.

Ok, pode até ser. Mas que pegou mal, isso pegou. 

6 – PM ADIA DECISÃO

Quando estava tudo certo para primeira a final do Campeonato Baiano entre a dupla Ba-Vi, eis que a Polícia Militar resolve adiar o confronto.

O jogo no Barradão deveria acontecer em 24 de abril, mas a PM enviou solicitação para adiar o duelo para 1º de maio — como de fato acabou ocorrendo. A justificativa é hilária. A PM disse que, por conta do feriado de Tiradentes (21 de abril),  não teria tempo hábil para dar as orientações necessárias aos policiais na organização do clássico. Sendo que este feriado cai todo ano na mesma data. Vai entender…

7 – INGRESSO EXTORSIVO 

Os ingressos da primeira final do Baiano foram vendidos a extorsivos R$ 80 (inteira) no Barradão. Um preço extremamente salgado, ainda mais em época de crise no país. Resultado disso, dos 35 mil lugares no estádio, apenas exatos 20.174 foram ocupados, de acordo com o próprio borderô fornecido pelo Vitória.

No jogo de volta, na Fonte Nova, há lugares com valores mais acessíveis, como o Super Norte, que cobra R$ 30 (inteira). Por outro lado, o Lounge Premium sai por R$ 140.

Vamos combinar, é muito dinheiro para muita desorganização e pouco futebol."

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