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Notícia | Mercado

Publicada em 31 de agosto de 2017 às 21h20

Mercado muda e clubes apostam em auxiliares; veja exemplos recentes

Buscando sair da "mesmice", times têm apostado cada vez mais em técnicos criados no clube

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia

Preto Casagrande foi efetivado como técnico do Bahia depois de um mês trabalhando como interino. A decisão de tornar como técnico efetivo um auxiliar fixo do clube é uma prática antiga, mas que tem se tornado cada vez mais frequente nos últimos anos.

A motivação de clubes em apostarem na efetivação de auxiliares acontece devido ao envelhecimento de técnicos que fizeram sucesso em um passado recente, mas que seguem inflacionando o mercado, e com a fraca renovação do mercado de treinadores de futebol.

Clubes de grande torcida geram maior pressão para seus técnicos. E são justamente estes que tem mais apostado em novidades para suas equipes profissionais, como Corinthians, Flamengo, Grêmio e o próprio Bahia, com um histórico recente mal sucedido, ao efetivar Charles em 2015, mas com esperanças para presente e futuro com Preto Casagrande.

Confira alguns casos de sucesso recente:

Fábio Carille

Um dos clubes com mais pressão para que um treinador exerça seu trabalho é o Corinthians. Segunda maior torcida do país acostumado a grandes conquistas, o clube apostou na efetivação de Fábio Carille, antigo auxiliar técnico de Tite, deixando de lado técnicos mais velhos como Levir Culpi, Vanderlei Luxemburgo, entre outros.

O sucesso foi praticamente imediato. No primeiro semestre, conquistou o título paulista e caminha a passos largos para conquistar o Brasileirão com a melhor campanha da história dos pontos corridos.

Zé Ricardo

Outro exemplo de sucesso em uma efetivação de auxiliar técnico aconteceu no Flamengo, clube de maior torcida do país, no ano passado. Logo após a saída de Muricy Ramalho, foi Zé Ricardo quem assumiu o comando do time interinamente, sendo efetivado após algumas semanas. Dirigiu o time flamenguista por 15 meses, conquistando um título carioca.

Cristóvão Borges

Em 2011, Cristóvão Borges era auxiliar do técnico de Ricardo Gomes e precisou assumir o comando do Vasco de maneira repentina, após um grave AVC hemorrágico sofrido pelo treinador.

Após ser efetivado, Cristóvão chegou perto do título brasileiro logo em seu primeiro ano e fez boa campanha na Libertadores de 2012. Atualmente, é um dos nomes mais conhecidos no mercado de treinadores, tendo passagens por Fluminense, Flamengo, Corinthians.

Em 2013, pelo Bahia, quebrou um tabu de 12 anos sem que um mesmo treinador não ficasse no comando do clube durante uma edição inteira de Campeonato Brasileiro.

Jair Ventura

Outro caso emblemático de sucesso de um auxiliar como técnico interino é o do jovem Jair Ventura, no Botafogo.

Com raízes botafoguenses, devido ao sucesso de seu pai Jairzinho e por ser torcedor do clube, Jair era auxiliar técnico do time carioca até que foi efetivado em agosto de 2016. Mais de um ano depois, é ele quem segue fazendo sucesso no time, mesmo com elenco curto e orçamento apertado. Está nas quartas de finais da Libertadores e foi eliminado nas semis da Copa do Brasil.

Eduardo Baptista

Um dos técnicos da nova geração é Eduardo Baptista. Seu sucesso como treinador começou após ser efetivado no Sport, em 2013, onde permaneceu até 2014. Em seu primeiro trabalho como técnico profissional, conquistou o título estadual e do Nordestão. Após isto, passou por Fluminense, Ponte Preta, Palmeiras, Atlético-PR e foi cotado para assumir o Bahia recentemente.

Sucesso apenas em curto prazo: Andrade e Jayme de Almeida no Flamengo; Marcelo Martelotte e Claudinei Oliveira no Santos...

Em 2009, o ídolo flamenguista como jogador, Andrade, foi efetivado como técnico da equipe no meio do Campeonato Brasileiro. Em seu primeiro ano, conquistou o título do Brasileirão, porém não renovou seu contrato no ano seguinte e não voltou a repetir o mesmo sucesso em ourtos clubes.

Jayme de Almeida é membro da comissão técnica fixa do Flamengo há vários anos. Entre 2013 e 2014, teve a chance de dirigir o clube em 50 partidas. Teve sucesso no início, porém deixou o cargo após uma série de maus resultados. Tirado do cargo de treinador efetivo, este não buscou seguir a carreira em outros clubes e segue como auxiliar até hoje.

Já no Santos, em 2011, Marcelo Martelotte foi exemplo de um auxiliar técnico efetivado, mas que não obteve sucesso em longo prazo.

Em 2013, o Santos tentou novamente efetivar um assistente, desta vez Claudinei Oliveira, mas também não conseguiu grandes resultados a longo prazo.

Milton Cruz passou vários anos no São Paulo e era esperado que se tornasse treinador efetivo do clube em algum dia. Foi interino por muitos jogos, porém nunca conseguiu sucesso para ser efetivado.

Insucessos em 2017: Pachequinho e Daniel Paulista

Porém vale ressaltar que não é um caso certo de sucesso. Em muitos casos, as efetivações não obtiveram o sucesso esperado, como no próprio Bahia em algumas oportunidades. Em 2017, clubes de “porte médio” também resolveram apostar em técnicos da casa, como o Sport e o Coritiba.

No caso do Sport, a escolha foi pela efetivação de Daniel Paulista, ex-jogador do clube e que vinha como interino no final de 2016. Com histórico de sucesso com Eduardo Baptista, houve novamente esta aposta, porém que passou longe de obter sucesso. Poucos meses depois, Paulista foi dispensado do cargo e voltou a ser auxiliar técnico.

Já no Coritiba, Pachequinho, ex-auxiliar do clube, foi efetivado e passou longe de fazer um bom trabalho, sendo demitido no meio deste Brasileirão.

Bobô e Charles no comando do Bahia

Em 2002, a direção tricolor da época apostou em Bobô como o técnico para a temporada, porém com uma diferença: o ídolo não era auxiliar e sim diretor das divisões de base, quando foi contratado para sua primeira experiência como treinador profissional. Dirigiu o Esquadrão no título do Nordestão, com um belo futebol.

Em 2015, Charles Fabian teve sua chance como técnico efetivo do Esquadrão, já na atual gestão Marcelo Sant’Ana, após período como auxiliar. Efetivado após a demissão de Sérgio Soares, faltando 8 jogos para o fim da Série B, o ídolo tricolor durou apenas seis partidas no comando, com dois triunfos, três derrotas e um empate. Pelo baixo rendimento e desgaste dentro do clube, deixou o Tricolor para buscar novos objetivos.

Preto Casagrande?

Em seus cinco primeiros jogos como técnico interino do Esquadrão, Preto conquistou seus primeiros dois triunfos, um empate e dois resultados negativos, um aproveitamento de 46,6% dos pontos ganhos (7 de 15).

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