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Notícia | Entrevista

Publicada em 21 de março de 2018 às 08h47

Guto valoriza poder de reação do time e diz: 'Eu não me demitiria'

"Acredito naquilo que a gente está fazendo", afirma o treinador

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia

Na noite desta última terça-feira (20), o Bahia sofreu uma virada pouco tempo após abrir o placar diante do Altos. Mas, em seguida, "atropelou" o adversário e conseguiu vencer por 5 a 2.

Vaiado durante grande parte do jogo, Guto Ferreira concedeu entrevista coletiva após o duelo e falou sobre as críticas que partiram das arquibancadas. O treinador tricolor admite encontrar dificuldades, mas garante que pode tirar algo melhor da equipe. Desta forma, diz que não seria correto o demitir.

"Eu não me demitiria. Acredito naquilo que a gente está fazendo. Acredito sim em tudo o que estamos trabalhando no dia a dia. Sabemos das dificuldades, e eu não vou aqui colocar nada como desculpa. Seguindo nessa linha, vamos seguir tendo dificuldades, mas vamos seguir superando as dificuldades e vamos atingir o que a gente busca... Tenho condições de tirar o melhor, e a direção também visa situação de melhora", disse o treinador.

Em análise sober a partida, Guto admitiu insatisfação pelo primeiro tempo feito por sua equipe, mas valorizou o poder de reação que fez o placar ser elástico no fim dos 90 minutos.

"Tem tanta coisa que passa... Acho que começamos mal o jogo. Às vezes você começa mal e não consegue pegar o timing do jogo. Nosso time voltou com outra postura. Conseguimos o primeiro gol e vacilamos duas vezes, mas tivemos a força de recuperar a situação e, aí sim, fazer um placar elástico. As bolas começaram a entrar e, graças a Deus, terminou tudo bem", analisou.

O treinador também foi perguntado sobre o motivo da diferença de desempenho do time em cada um dos tempos.

"Não adianta eu ficar comentando. É o trabalho de vocês. Vocês que colocam os rótulos. Vocês não colocam de graça. Em cima de coisas que acontecem que vocês fazem os comentários de vocês. Vai acontecer de novo. O ano é muito longo, vamos ter vários jogos. Tudo isso faz parte do contexto do jogo. O importante não é como começa, é como termina. E como terminou hoje que foi importante", comentou.

E o que foi feito para o time voltar diferente no segundo tempo?

"O papo do vestiário foi tranquilizar os jogadores. Os espaços foram acontecendo e começamos com muita transição. Quando começamos a tocar a bola mais próximo, de pé em pé, tivemos mais força de chegada e não permitimos o contra-ataque. Isso foi o ajuste tático", disse.

Por que voltou a jogar com dois volantes?

"Gregore passou a jogar de primeiro volante no ano passado. Ele sempre foi o segundo volante. É um jogador que tem saída forte. Foi uma tentativa de devolver Zé Rafael no setor sem perder força, consistência, com um jogador com transição rápida. Edson acabou sentindo, saiu cedo, e atrapalhou um pouco. Gregore voltou para o setor, recompusemos com Elton, e acho que foi bem", finalizou.

O Tricolor tem nove pontos em cinco jogos disputados na Copa do Nordeste. O próximo jogo do Esquadrão será disputado no domingo, contra a Juazeirense, pela volta da semifinal do Baiano.

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