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Notícia | Política

Publicada em 13 de setembro de 2018 às 21h42

Bahia deve 4 milhões a zagueiro desconhecido

Defensor teve crédito maior que o de famosos como Kleberson e Joel

Da Redação

Na manhã dessa sexta, dia 14, o Tribunal Regional do Trabalho fará uma audiência  onde qualquer credor do Bahia poderá participar. Atualmente o clube tem uma despesa mensal de cerca  R$600mil com o cumprimento de um acordo firmado no mesmo tribunal .

Segundo o jornalista Bruno Queiroz do Correio*, até o momento o clube já pagou mais de R$26milhões com esse acordo e faltam quase R$17milhões para que sejam quitadas todas as pendências que o clube tem conhecimento.

Herança Maldita

Em conversa com o vice-presidente tricolor, Vitor Ferraz, o ecbahia.com buscou mais detalhes sobre esse acordo e a origem dessas dívidas. Vitor disse que apesar de o “acordão” entre Bahia, TRT e credores ter sido firmado ainda em 2011, até a intervenção ocorrida em 2013, o clube só havia quitado R$2milhões em dívidas. Da saída de Marcelo Guimarães Filho até os dias atuais, o desembolso foi de R$24 milhões.

Coincidência ou não, a maioria esmagadora das dívidas trabalhistas, quitadas e a quitar, são referentes ao período antes da interdição que expulsou os antigos gestores. Na matéria do Correio* é possível ver o tamanho do estrago deixado por MGF, seu pai e outros afastados da vida do clube depois da democratização:

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Fonte: ecbahia.com

Mas de todos os nomes e valores citados na matéria do periódico de Salvador, o que mais chamou a atenção foi o de Bruno Neves. O Bahia teve que lhe pagar R$4 milhões de reais após decisão da Justiça do Trabalho. Jogador da base do Esquadrão na década passada, o zagueiro nascido em fevereiro de 1989 nunca teve chances no time de cima, sendo pouco conhecido pela torcida.

Segundo o site O gol, o jogador chegou a ser emprestado ao extinto Madre de Deus para a disputa do Baiano de 2010 e depois deixou o Tricolor. Seu último registro como jogador em sites especializados em transferências de atletas foi no Camaçari em 2012.

Questionado sobre o valor elevado da dívida com um atleta nunca aproveitado pelo time profissional, o vice-presidente do Bahia explicou que ao razão da dívida é um item no contrato chamado cláusula penal que originalmente visava proteger os clubes em caso de descumprimento do contrato. No entanto, ela tem sido adotada por alguns tribunais para aplicar multas aos clubes em favor dos atletas.

Derrotado nos tribunais, o Tricolor gastou o equivalente a 8 meses de  patrocínio máster apenas para saldar sua dívida com um jogador que atuou raríssimas vezes no time principal (fez um gol contra na goleada sofrida contra o Ipitanga pelo Baiano de 2009).

Boa notícia

O antigo conselheiro e diretor de marketing na gestão MGF foi derrotado mais uma vez nos tribunais em ação trabalhista que movia contra o Bahia. O triunfo tricolor  se deu em Brasília dessa vez e não resta ao reclamante mais nenhum recurso.

Nota: após a publicação dessa matéria, fomos informados pela diretoria do Bahia que a dívida com Brunos Neves já foi quitada. Por isso atualizamos nosso texto

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