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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 09/10/2018 às 13h09

Um indivíduo intimidador e vaidoso

A imprensa do Sudeste diz que o Bahia tem time para estar brigando na parte de cima da tabela. Também acho. Essa mesma imprensa elogia o trabalho de Enderson, afinal ele ajustou o time e lhe deu padrão. Também acho – embora tenha eu alguma restrição sobre a maturidade de Enderson à frente de um clube de massa como é o Bahia. Gosto desse time e não encontro explicações sobre as dificuldades nos jogos fora de casa. Mas, convenhamos, quando a coisa vai acontecer aparece um espírito de porco para sujar um trabalho de dedicação e esforço em cima da disciplina tática e técnica.

Aquele árbitro de Grêmio x Bahia foi de uma maldade tão grande com o Esquadrão que tive vontade de desligar a TV,  tal foi a minha indignação. Sabe quando ficamos impotentes e ao mesmo tempo furiosos diante de uma injustiça? Foi isso que aconteceu comigo. Tive vontade de escrever nesta coluna no mesmo instante em que aquele indivíduo assaltava o Bahia em pleno estádio Olímpico, mas pensei duas vezes e achei que se o fizesse seria completamente descompensado e fugiria aos meus princípios, porque o sentimento torcedor falaria mais alto que o colunista.

Confesso que também fiquei indignado quando o Vitória foi assaltado no Beira Rio. Não que isso revele em mim qualquer sentimento sequer parecido com amor pelo rival, não é isso. É o sentimento de justiça, de honestidade, de saber que as pessoas envolvidas no erro não foram humildes para voltarem atrás, de saber que, independentemente do antagonismo regional, havia homens lutando honradamente para defender suas cores clubísticas e suas famílias. Porém, aquela ligeira depressão passou e até que no íntimo gostei de não ver o rival ganhar e se complicar mais um pouco. Só que não precisava ser daquele jeito.

Nem passei mensagens com as costumeiras gozações para meus inúmeros amigos rubro-negros. Não tinha graça nenhuma aquele resultado daquela forma tão vil. Mas também não fiquei solidário com o sofrimento e desespero desses amigos porque a escolha pelo sofrimento é deles – poderiam ter estudado mais, né?!

Sábado passado, 6, foi a minha vez e só aí pude sentir verdadeiramente na alma o que é ser tolhido propositadamente do direito de ver meu time ser premiado pelo bom desempenho – que de fato aconteceu naquele jogo – com um triunfante placar indiscutível sobre um dos melhores times dessa competição. Entretanto, uma escória da arbitragem brasileira resolveu alterar o curso de um resultado favorável ao Tricolor de cá e deu números definitivos ao placar... e o Bahia sofreu o revés de uma “fatura” praticamente liquidada.

Não sei se após o jogo e ouvindo um turbilhão de críticas, vagos vestígios de vergonha tenham ocorrido naquele árbitro – vergonha é sinônimo de humildade, bom caráter, reconhecimento das própria atitudes, e aquele irresponsável maldoso não demonstrou possuir nenhum desses valores –, mas tenho certeza de que para o torcedor gremista foi um pontinho conquistado em cima da hora com o amargo sabor da desonestidade.

Certamente, nenhum torcedor vai ao estádio esperando ver outra coisa que não seja um grande espetáculo, entretanto a prepotência de um indivíduo intimidador, vaidoso, com evidente esforço de aparecer mais que os jogadores, maculou o espetáculo e a história do Estádio Olímpico do Grêmio, que está sendo construída com a dignidade e tradição que sempre norteou o clube sulista.

Bola pra frente e segue o jogo... Apesar dos acontecimentos considerados vitais ao futuro do Tricolor, possivelmente o grupo de jogadores do Bahia, a partir do jogo com o Grêmio, tenha ganhado personalidade maior, motivação, e a confiança de que terminar o campeonato na parte de cima da tabela é plenamente possível. Futebol tem jogado para tanto, embora isto não esteja refletindo nos resultados de forma objetiva.

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