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Coluna

Faustino Menezes
Publicada em 21/03/2017 às 11h47

Será 2017 o ano de Jean?

A temporada 2017 ainda está no início do seu percurso e muita coisa ainda acontecerá no futebol brasileiro e, principalmente, no Bahia. Estamos classificados para a próxima fase da Copa do Nordeste por antecipação e prestes a garantir vaga nas finais do Baiano.

Porém, mesmo em tais situações ainda existem incertezas na cabeça do torcedor tricolor: será que Guto tem peito para continuar à frente do Bahia e conquistar os objetivos que tanto almejamos? Será que continuaremos vivendo de Hernane sem uma sombra a altura por mais uma temporada? Será que “a vez do futebol” trará um fruto maior do que o Baiano de 2015 conquistado sem um triunfo sequer em cima do rival? Mas a que eu quero trazer em questão e discorrer nesta coluna hoje é a de uma jovem promessa das divisões de base do Esquadrão: será que este é o ano de Jean?

Acredito eu que não há necessidade de apresentar o dono da camisa 1 do Tricolor a esta altura do campeonato né? Até porque qual torcedor do Bahia não se lembra do fatídico Bahia 0x1 Ceará no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste de 2015? Sim, aquele frango do jovem arqueiro tricolor, de apenas 19 anos na época, ainda dói em nossos corações. Mas, é preciso seguir em frente, cicatrizar a ferida e deixar o passado no passado.

Após amargar a reserva nas temporadas seguintes, Jean ganhou novamente a titularidade no Bahia. Já são 9 jogos oficiais entrando como titular absoluto no esquema de Guto Ferreira – número que só não é maior por conta do rodízio feito pelo treinador neste início de ano – e atuações convincentes, aliados a apenas dois gols sofridos em três competições. Sempre que o goleiro é acionado ele mostra serviço e empolga o torcedor. Até mesmo pênalti o goleiro já defendeu na Arena Fonte Nova. Mas, o que falta para ele, enfim, cair nas graças da torcida? Confiança. Não só dele, mas do próprio torcedor.

Ainda está viva na memória da Nação Tricolor o lance bizarro na final do Nordestão. Mas é preciso deixar isso de lado. Praticamente dois anos se passaram e o jogador amadureceu, não tanto quanto ainda deve amadurecer, mas sim. O torcedor que corneta o jovem goleiro parece acreditar que Jean passou esse tempo todo parado, sem treinar, só esperando em uma sombra qualquer no Fazendão o momento de ir para casa e esperar a próxima partida. Não. Ele trabalhou e chegou ao nível que está hoje.

Seguro nas defesas, com reflexo apurado e numa evolução na saída de bola. Ainda comete algumas falhas com a bola no pé e até sem a bola, mas nada fora do normal para um jogador de 21 anos de idade e sem grandes experiências em partidas de alto nível.

Falando em pouca experiência: isso pode ser um ponto negativo para o goleiro? Sim, mas tão clichê quanto Guto chegar na coletiva e dizer que “só erra quem tenta” é dizer que só se ganha experiência jogando. Mas é a verdade. E se você, torcedor, acha que este não é o momento para isso, então pobre do Jean, que precisará encerrar a carreira com 21 anos ou se contentar em ser um eterno reserva.

A hora dele chegou. É preciso dar confiança ao goleiro, mostrar que precisamos dele tanto quanto ele precisa da gente nas arquibancadas empurrando-o e o motivando, cantando em alto e bom som “Uh! É paredão, o goleiro do Esquadrão” após uma bela defesa de pênalti ou numa intervenção milagrosa no ataque rival.

Cantamos isso para qualquer um que veio do sul/sudeste do país apenas para tirar uma grana e ir embora do Bahia, por que não o fazer com nossa prata da casa, torcedor apaixonado do Tricolor como nós?

O sucesso de Jean é o sucesso do Bahia. Se ele errar novamente, critique. A crítica é a base de uma evolução, desde que seja construtiva. Mas, enquanto o goleiro vier nesta constante evolução, mostrando que ele pode ser tão decisivo (positivamente desta vez) como foi o seu pai, não há espaço para a corneta e o xingamento. Mas sim apoiar e torcer para que, quando o Bahia levantar o caneco de campeão, quem seja lembrado pelos milagres e o bom desempenho na defesa seja Jean Paulo Fernandes Filho, ou Jeanzinho, o paredão do Esquadrão. Bora Jean, Bora Bahêa!

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