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Coluna

Cássio Nascimento
Publicada em 02/09/2017 às 12h08

Quando o Preto toma conta da Casa Grande

Segue o Bahia no seu terceiro treinador, somente neste campeonato brasilieiro. Do treinador com excesso de tecido adiposo corporal, passando pelo tetra pastor de almas perdidas, e, desta feita, pelo jovem paranaense de temperamento forte, o qual fora alçado do posto de auxiliar ao de titular da cadeira de coach pelo Digníssimo Presidente Apóstrofo da Santa Ana.

No time dos parças, onde outrora pegava-se junto e largava-se igual, fica aquela impressão estranha: a de que tantos jogadores lesionados, outros tantos sem ritmo de jogo, outros tantos que parecem não correr nem se esforçar a contento - não parecem ser obra do acaso.

Frente a uma equipe de atuações extremas, por vezes irregulares, por vezes apáticas; e tendo em vista a falta de um padrão definido de jogo, seria mais adequado que tivéssemos, em seu comando, um profissional mais tarimbado, um verdadeiro coach, no sentido corporativo moderno da palavra, a fim de comandar o escrete tricolor.

Impressão que temos, no momento, é de que o empregado passa a escolher seu chefe conforme suas conveniências; e, enquanto isso, churrascos regados a um balde de gelosas têm sido promovidos a fim de discutir e deliberar a respeito do tema em tela.

Inverteu-se a ordem das coisas? Ou estamos diante da nova Democracia do Filósofo-Doutor-Cirrótico de saudosa memória - versão azul, vermelha e branca?

Contudo, a despeito de tantas indagações que boa parte da torcida tricolor (este escriba incluído) tem feito, nosso MD Presidente tomou uma decisão a qual pode colocar seriamente em risco o futuro do Bahia na Série A, ainda mais considerando o desespero de certo seleto clube paulista e ascensão do maior rival.

Conseguirá o Preto tomar conta da Casa Grande deste Fazendão e colocar jogadores inconfiáveis nos eixos, a fim de garantir resultados mais expressivos?

Pagar pra ver, decerto, é muito arriscado.

Conselhos não faltaram e não faltarão.

Espero que todos, eu incluído, estejam errados.

Ao contrário da época do pega-e-larga, o sócio poderá dizer, nas urnas, o que acha do gestor que escolheu, como prioridade, consolidar o futebol da gangorra, do sobe-e-desce, do vai-que-cola e da improvisação; prometendo, por exemplo, coisas imprevisíveis como 40% da base na equipe titular. Mas isso é assunto para outro artigo.

Boa sorte, Preto! Saudações Tricolores!

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