é goleada tricolor na internet

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Coluna

Caio Vasconcelos
Publicada em 10/03/2018 às 02h14

Qual o futuro do Campeonato Baiano?

Meus Amigos,

Passada a primeira fase do péssimo Campeonato Baiano de 2018, é hora de levantar um questionamento acerca do falido torneio.

Após 11 rodadas, com jogos extremamente deficitários do ponto de vista técnico e financeiro, aliados a ausência de estrutura nos péssimos estádios do interior (com exceção do Jóia da Princesa), deve ser questionado a FBF se vale a pena ter tantas partidas, com risco de lesões de atletas caros, em horários completamente fora do contexto, somente para angariar votos nas praças esportivas e se perpetuar no poder.

É inaceitável que num estado imenso como a Bahia clubes se desloquem por grandes distâncias, muitas vezes de ônibus, com alimentação deficitária, para jogar partidas sem transmissão de TV, em gramados esburacados e para públicos ínfimos.

É imperioso repensar o modelo de organizaçãoI do campeonato baiano. Talvez regionalizar o torneio em 6 zonas (Recôncavo, Norte, Oeste, Sul, Centro Sul e Sertão), com BAHIA, Vitória e Juazeirense, que possuem calendário durante todo o ano, entrando numa segunda fase. Vender o campeonato para transmissão pela internet, apostar em horários mais condizentes com o interesse do torcedor.

A primeira fase poderia ocorrer nos meses de dezembro e janeiro (período que não tem futebol brasileiro na TV), com os campeões dessas regiões se enfrentando e buscando vagas para a Copa do Brasil e CNE. No fim da primeira fase teríamos 3 times aptos para enfrentar os 3 já destacados. Assim, teríamos um campeonato com 6 clubes, enxuto, capaz de gerar receitas de TV e patrocínios, com o fortalecimento dos times, nos mais variados níveis, além de ter o movimento nas regiões do interior, fortalecendo os times daquelas zonas.

Mas como pensar nisso, se temos um presidente que está a 16 anos no poder, sem agregar qualquer ideia ao produto, apenas buscando os benefícios do cargo?

As cenas do último Ba-Vi, com todos os desdobramentos já conhecidos, desvalorizam ainda mais o produto.

A esperança na mudança vem através das torcidas. No BAHIA, um movimento do grupo 100% Bahêa (ver nota abaixo) mereceu o destaque na mídia baiana. A confecção de camisas com dizeres de protesto à esse lamaçal que se tornou a FBF é o pontapé de saída para essa mudança. Torço sinceramente para que outros grupos, de todos os times, tomem atitudes semelhantes e se unam para salvar o campeonato baiano. Ele precisa urgentemente de ajuda.

Nota do grupo 100% Bahêa:

“O 100% Bahêa, diante dos últimos acontecimentos e da dinastia na FBF (já são 17 anos e se pretende mais 3), bolou e confeccionou uma camisa de PROTESTO para ser usada durante o campeonato.
Nosso objetivo é chamar a atenção dos amantes do futebol sobre a importância da profissionalização e salutar necessidade de renovação na Federação Baiana de Futebol.”

https://www.cemporcentobahea.com.br

 

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