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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 10/07/2018 às 23h56

Não foi digno da Nação

A Copa do Nordeste deste ano acabou e o Bahia frustrou, como jamais houvera feito em casa, a sua imensa torcida. No estádio estavam surpreendentes 45 mil torcedores, com mosaico, bandeiras e muita festa em uma tarde/noite de gala, digna das tradições do clube de maior torcida do Norte e Nordeste. Mas o time que esteve em campo nesse dia 07 de Julho não foi digno da Nação Tricolor. Fracassou.

Já vi o Bahia com esse mesmo time em belas jornadas na Fonte Nova, contudo isso não me desautoriza à essa altura por em dúvida a qualidade técnica do plantel. Se muita ou pouca, é irrelevante agora, porque é preciso um pouco mais de frieza para se fazer um juízo melhor desse time.

Dia 16 próximo recomeça a Copa do Brasil num teste de fogo para Enderson e seus comandados que até agora nada fizeram de diferente que possa justificar o fim da Era Guto Ferreira. Nada mudou, e se mudou, foi para pior até aqui - foram 180 minutos jogando contra um time de série B sem marcar um mísero gol.

No último jogo ficou bem claro que o Bahia não tem um centroavante pronto. Edigar Junio - que nem deveria estar em campo no sábado passado - é só uma improvisação que deu certo em algum momento, mas não é da posição. Tem o Júnior Brumado que precisa da confiança do seu treinador para ter uma sequência e se tornar esse centroavante tão raro no futebol brasileiro. Potencial ele tem muito.

Contratações são necessárias, mas não a torto e direito. Acho até que o Bahia deveria observar melhor o mercado Sul-americano, pois, aqui no Brasil não vejo quem poderia estar dentro das condições financeiras do clube e com boa qualidade tecnicamente falando. O problema é saber se os dirigentes estão dispostos a quebrar certos paradigmas da filosofia administrativa atual.

Em 2016 o clube teve um orçamento realizado na casa de 118 milhões. Em 2017, esse orçamento regrediu um pouco e caiu para 105 milhões. Neste ano, até abril, já havia um orçamento realizado de 46 milhões, o que dá para imaginar algo em torno de aproximadamente 120 milhões até o fim do ano - na coluna anterior, estimei essa questão orçamentária um pouco abaixo de 100 milhões, me equivoquei.

Olhando por esse prisma, arrisco dizer que há condições para se montar um time mais competitivo, ou se investir num técnico mais experiente porque os emergentes não estão obtendo sucesso. Isto não é uma opinião, é uma constatação, haja vista os resultados até aqui.

O Bahia se desfaz de jogadores -- forçado por contrato ou não --, mas não faz a reposição devidamente. E não venha dizer que tem contratado para o sub-23 ou aspirante, como queira, visando reforçar o time de cima.

A saída de Rodrigo Becão talvez se justifique pelo fato de Jacques estar voltando a jogar. João Pedro dá para compreender, porque se houve erro foi na inclusão de uma cláusula contratual quando da aquisição por empréstimo, entre as partes, que obrigava o Bahia devolver o jogador caso houvesse alguma negociação dele para o exterior.

Já no caso Mena, há um contrato longo que determina sua permanência no Bahia. Entretanto, apesar da possível vontade do jogador em sair para a Argentina, deveria ser discutida a sua permanência por tratar-se de uma peça muito importante para o time.

Mena é um caso que requer experiência e habilidade por parte dos dirigentes, porque na verdade não se perde somente um jogador, perde-se "dois jogadores" do mesmo nível técnico em duas posições diferentes, uma vez que ele atua como lateral e meia esquerda fazendo um eficiente papel - onde Léo é fraco nos passes finais.

Em tese, se tudo ocorrer daqui pra frente como tem ocorrido até então, não podemos esperar nada de um time que não sabe fazer gols, exceto brigar para não cair.

Urge buscar jogadores que possam de fato fazer a diferença nas posições onde o time necessita de qualidade e deixar de estar aventurando com jogadores que são contratados apenas para compor o time de aspirantes. É o que precisa fazer o presidente do Bahia. É isso ou Segunda Divisão à vista.

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