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Coluna

Caio Vasconcelos
Publicada em 10/09/2018 às 15h40

Minha Análise - São Paulo 1x0 Bahia

Meus Amigos,

Numa sábado sem graça da capital paulista, em partida bastante enganadora, o Bahia foi derrotado pela equipe do São Paulo por 1-0.

O equilíbrio da primeira etapa traduziu o jogo ruim das 2 equipes. O Esquadrão de Aço foi escalado para conter os avanços do time paulista e ao mesmo tempo buscar contra-atacar com Vinicius, Zé Rafael e Gilberto. Sem a bola era um 442, variando para 4141, e com a bola os laterais tinham liberdade, além dos volantes para chegar ao ataque.

Defensivamente até que o time resistiu bem. Entretanto, ofensivamente o time foi praticamente nulo, visto que Vinicius e Elton, para variar, pouco subiam ao ataque. Aliás, Vinicius é um meia que não agride, que não arranca, não entra na área. Não pode ser intocável, jogar somente esse futebolzinho burocrático que vem demonstrando.

A única boa chance do time foi numa jogada atrapalhada do ataque, que a bola sobrou para Vinicius no lado esquerdo. O cruzamento demorou um pouco e pegou Gilberto impedido.

O São Paulo teve alguns momentos de perigo, principalmente com Diego Souza, que flutuava entre LF e Everson. Num desses lances, quase acerta um chutaço. No fim, a ruindade imperou. 0-0 justo.

Na segunda etapa, esperava-se que o Bahia resolvesse atacar mais, buscando o gol. Porém, o que se viu foi a mesma postura medíocre de outras partidas fora. Faz bem 2/3 do campo (defesa e meio) e quando precisa da qualidade dos homens de criação/definição, esbarra na incapacidade de Vinicius e de Edigar. Zé Rafael hoje é marcado sempre por 2, o que praticamente mata as jogadas de velocidade do time. Sem contar que o apoio dos laterais não é bem trabalhado. Vide a quantidade de cruzamentos errados.

Em contrapartida, vendo a necessidade de ganhar o jogo, o treinador do time do Morumbi tirou um jogador de lado, que nada acrescentou na primeira parte, e botou Trellez com Diego Souza na frente. Além disso, deu a Nenê a liberdade para voltar ainda menos na marcação. Praticamente o São Paulo ficou com 3 atacantes na área do Bahia. E EM não percebeu isso. Num desses lances, Nenê recebeu na esquerda e cruzou. Trellez subiu com Everson e Diego Souza, sem marcação, encheu o pé. 1-0 SP. O detalhe é que LF simplesmente deu um branco e sequer foi na bola. Falha feia.

Depois disso, Enderson tentou mudar o esquema, sacando Vinicius e Elton para as entradas de Edigar e Elber. Nada que mudasse o panorama. Um Bahia fraco no ataque, sem poder de reação. Edigar ainda teve uma oportunidade, mas chutou fraco nas mãos do goleiro. Poderia ter cruzado, batido mais forte, tocado para trás. Mas não. Parece que quis se livrar da bola. No fim, mais do mesmo. 1-0 para o adversário e mais uma derrota fora de casa.

Douglas – Não teve muito trabalho e não teve culpa no gol.

Nino – Não foi mal, mas também mal foi bem. Não dá para contar com ele em todas as partidas.

Everson – Errou alguns botes, principalmente pelo alto, pois marcava muito a distância. Diego Souza criou as melhores chances do 1 tempo no seu lado. No 2 tempo, ao ficar mais com Trellez, melhorou.

LF – Atuação fraca. Desatento em alguns lances, não entendeu a movimentação de Diego Souza. Foi facilmente vencido no gol.

Leo – Não jogou mal, principalmente na parte defensiva. Mas no ataque é nulo. Somente 2 passes para gol em mais de 40 partidas. Muito pouco.

Gregore – O mais regular, como sempre.

Elton – Não marca e não ataca. Não volta para fechar a entrada da área e nem chega na frente para concluir. Difícil se manter no time assim.

Flávio – Não foi tão bem quanto em outras partidas mas conseguiu dar um pouco de qualidade no meio campo.

Vinicius – Não tem velocidade para ser meia atacante, não entra na área, não chuta de fora da área. Gosta de tocar de lado, virar a bola. Só. Muito pouco para tantas partidas no ano.

Zé Rafael – Joga sozinho na construção das jogadas. Sempre marcado por 2, não está conseguindo se sobressair.

Gilberto – Tem o fato de artilheiro, sabe definir. Mas a bola precisa chegar mais.

Elber – Sem comentários. Nada fez e nada faz.

Claiton – Gostaria de vê-lo jogar com Zé, Marco Antônio e Gilberto. Tem qualidade, mas só entra faltando poucos minutos.

Edigar – A cada dia piora seu status junto à torcida. Parece não ter forças, sem sangue, desmotivado.

EM – Até compreensível a escalação inicial, mas no intervalo tinha que ter voltado com Claiton, Marco Antônio ou Ramires. O time estava sem velocidade. Não entendeu a mudança feita pelo técnico rival e depois se perdeu nas substituições. Tem que dar mais poder de fogo ao ataque. E não será com Edigar e Elber que isso vai acontecer. 

 

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