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Coluna

Cássio Nascimento
Publicada em 16/05/2017 às 15h38

Feliz 2017?! Agora sim!

O ano começou de fato para o futebol brasileiro, com o fim dos anacrônicos campeonatos estaduais. Quem estiver lendo este texto agora, e pensando que estou com choro de perdedor, diante de mais um título do EC Canabrava, desconhece que defendemos, há algum tempo, que o estadual sirva de laboratório para os grandes da capital, com suas equipes sub-qualquer coisa, o que ajudaria a eliminar o abismo técnico entre as diversas equipes da nossa Bahia. Dirigente de federação, cabeça de chorume, não quer isso, obviamente... De qualquer forma, como o maior advesário do Bahia no Norte-Nordeste se chama Sport Club do Recife, parabéns ao time da Limpurb, pela única conquista que eles podem ter na vida.

 

Pegando carona neste diapasão, o mesmo dirigente que, um dia, disse que o Canabrava não era o maior rival do Bahia, estava lá, na premiação dos menos piores do campeonato, lépido e fagueiro exaltando a sua pessoa no palco do evento.

 

Na parte dos bastidores, recentemente fora aprovado um empréstimo, via "ok" do conselho deliberativo, para que o EC Bahia reforce seu patrimônio mediante a aquisição definitiva do novo CT da Fazendávila, o que considero uma operação necessária para consolidar o patrimônio de um clube um dia tido e havido como falido. Contudo, recomenda-se prudência nas finanças para que este débito seja logo saneado; e que as contratações de jogadores sejam um pouco mais criteriosas. Pior de tudo é que o "critério" seja adotado justamente quando é necessário tirar o escorpião do bolso, afinal o Brasileiro Série A não é para amadores. Este elenco, certamente, não é "favorito" a nada que não seja do décimo sétimo lugar do Brasileiro pra baixo: equipe que briga, naturalmente, pela não-queda.

 

Em o Bahia adquirindo o novo CT em definitivo, acreditamos que a venda do Fazendão, a preço justo, seja a melhor saída. No momento, Salvador está bem servida de praças esportivas, um CT apenas já basta, e o passivo trabalhista do Bahia, dentre outros débitos de monta, devem ser prioridade absoluta, ao meu ver. E, no futuro, que se invista mais no futebol.

 

Passando para a Copa do Nordeste, uma final contra o coirmão rubro-negro recifense é, de fato, um verdadeiro clássico, e o retrospecto conta a nosso favor em busca de um importantíssimo título que confere interessante atalho a competições internacionais. Basta fazer por onde.

 

Quanto ao Brasileiro, empolgação à parte pela histórica goleada contra uma equipe em ascensão (candidatíssimo a protagonista do futebol nacional, sem exageros), lembro que os três pontos e o saldo de gols foram as maiores conquistas desta rodada. Nossa luta, como frisado, é pela não queda, e o que vier além disso será lucro. Um alento nesse cenário é que tenho percebido, dentro do elenco tricolor, uma vontade e disposição que há algum tempo não eram notados. Maior preocupação é com as eventuais apatias do nosso treinador e com a instabilidade de craques como o argentino Allione.

 

Neste ano tem eleições para presidente do nosso Bahia, e o perfil preferido do torcedor mediano se articula com força total rumo ao triunfo no pleito vindouro. Os jargões corporativos da eleição passada se esvaziaram, perderam-se como fumaça; e chegou-se à conclusão que as raposas velhas ainda tem seu lugar no mundo da bola. Contudo, muita água há de rolar por baixo dessa ponte, a critério, inclusive, das colocações do Bahia no Brasileiro e Copa do Nordeste.

 

Saudações Tricolores!

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