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Coluna

Matheus Araújo
Publicada em 07/03/2018 às 11h54

Escândalo: Indícios de Irregularidades No TJDF-BA

Num momento em que os brasileiros de todas as regiões pedem pela moralização e pela instalação da ética em todos os ambientes institucionais do país, o torcedor baiano é pego de surpresa com a notícia escandalosa de que o STJD suspendeu a eleição para presidente e vice-presidente do TJDF-BA por indícios de irregularidades.

Esse fato, em qualquer instituição relevante do esporte, por si só, seria um escândalo que deveria ser tratado com a relevância devida por uma imprensa que se reputasse séria e comprometida com a ética. Entretanto, não é o que se vê!

Não é o caso de se antecipar a culpa ao se afirmar como verdadeiras as irregularidades que por ora são apresentadas apenas como indícios, contudo o TJDF-BA não é um uma instituição qualquer, mas o órgão máximo da justiça desportiva no âmbito do futebol de nosso Estado e, por isso mesmo, em teoria, o guardião supremo da ética, do bom cumprimento das regras e da moralidade do esporte baiano.

Por sua importância e próprias funções intrínsecas, é assustador que o órgão máximo da justiça desportiva no âmbito do futebol baiano sofra com a suspeita de irregularidades na sua própria composição! Como uma bomba dessas não repercute como o devido escândalo que se configura?

Sob suspeita em sua própria composição, até mesmo para eleger os próprios presidente e vice-presidente, de que forma os dirigentes, jogadores e principalmente aquele que sustenta todo esse esporte, o torcedor baiano, pode encontrar forças para suspender sua descrença e confiar nas decisões tomadas pelo órgão?

Como fazer descer pela garganta do torcedor o fato de que um jogador agredido que jamais reagiu à agressão tenha sido injustamente expulso, punido com duas partidas de suspensão por uma atitude que no máximo teria lhe rendido um amarelo em situações normais e tenha sido o único a cumprir sua pena nesse certame, enquanto seus agressores passam impunemente blindados por efeitos suspensivos?

O futebol baiano como um todo vem sofrendo há quase duas décadas com péssimos dirigentes que nos tornaram um Estado irrelevante no cenário futebolístico nacional. Antes dos atuais gestores, a força da Bahia era respeitada nos demais estados da Federação e hoje temos um futebol fraco e em estado de inanição, em que apenas três clubes profissionais podem manter atividades profissionais durante todo o ano.

Esse estado de fraqueza raquítica não passaria despercebido do torcedor baiano sem contar com uma cumplicidade suis generis da imprensa local para esconder do torcedor os péssimos resultados, ano após ano, chegando ao ponto de não repercutirem a notícia escandalosa de que a eleição para presidente e vice-presidente o TJDF-BA será suspensa por iniciativa do STJD por conta de indícios de irregularidades em sua própria composição.

O fato é que o futebol baiano como um todo está em estado pré-falimentar que nos remete ao estado do Bahia antes da intervenção libertadora e revolucionária de julho de 2013, não se tratando apenas dessa notícia escandalosa, mas também dos péssimos resultados esportivos de nosso Estado no futebol em comparação a outros que nos mostram o fracasso desses dirigentes.

Por esse motivo, o torcedor baiano que ama o futebol independentemente de sua paixão clubista deve abrir o olho para esse fato e iniciar uma revolução para que o futebol baiano seja passado a limpo como um todo, em todas as suas instituições, mas principalmente aquelas que são as responsáveis por fomentar o desenvolvimento de nosso esporte e garantir o devido cumprimento de suas regras e justiça, a FBF e o TJDF-BA.

Esse imbróglio do TJDF-BA com o STJD tornou claro também que o órgão necessita certamente de uma revolução que assegure ao torcedor a confiança necessária no futuro de um futebol que vem sofrendo péssimas administrações já há quase duas décadas.

O primeiro passo é acompanhar o desenvolvimento desse processo de suspeição na própria formação do órgão máximo da justiça desportiva baiana e cobrar com veemência que tudo seja devidamente esclarecido e que se a as irregularidades forem devidamente comprovadas, culpados sejam punidos e o futebol baiano reinicie do zero, assim como Bahia o fez.

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