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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 04/11/2018 às 22h21

Dois pesos e duas medidas

Quando não é uma coisa, é outra. Na Arena da Baixada, foi o auxiliar de linha que marcou uma falta inexistente e isso anulou um gol bonito que decidiria a classificação a favor do Bahia. Dois pesos e duas medidas? Sim. Se na Fonte Nova o VAR anulou um gol legítimo num lance fora da sua alçada, por que em Curitiba não entrou também em ação no lance em que outro gol legítimo foi impedido pelo bandeira?

Contra árbitros e todo o imbróglio que envolve o VAR fora do conceito do competente idealizador do projeto, Manoel Serapião, o Bahia foi bem e jogou para chegar às semifinais. Infelizmente, o futebol é composto por erros e acertos e contra resultados finais nada se pode fazer.

Acho que Enderson não errou ao mudar o time. Mas errou ao não entrar com Ramires já no início do segundo tempo. Zé Rafael mais uma vez inexistiu em campo, estava ali só para atrapalhar e não dar sequência aos lances que poderiam ter resultado em pelo menos mais um gol.

Enfim, agora não adianta nada chorar o leite derramado por Vinícius e Zé Rafael. Acrescento ainda a falta de critério para a cobrança dos pênaltis porque deveria ser Nilton, a seguir Flávio, os cobradores, e nunca o instável Vinícius e nem o inseguro Zé Rafael. Já passou e não preciso dizer para o “emocional” que vá às favas junto com a desculpa de gramado artificial.

BRASILEIRÃO

Virando a página, o Bahia ratificou sua natural superioridade como mandante e pode ter carimbado a passagem da Chape para a Segunda Divisão. Pelo que vem apresentando, não se há de temer uma queda porque ainda tem dezoito pontos a serem disputados, precisando matematicamente de apenas cinco.

Muito mais tranquilidade terá o Tricolor da terra das magias e cores diversas para até tentar uma outra conquista, que seria uma vaga na pré-libertadores. Nada difícil como parece, seria justo e merecido pela regularidade técnica do Bahia, que mesmo não tendo traduzido isso em números mais positivos, ainda pode acontecer de nesses seis jogos restantes o time deslanchar e conseguir uma vaga.

NORDESTE

Pela primeira vez, podemos ter seis representantes do Nordeste na Primeira Divisão dos pontos corridos. A dúvida maior é o rival, que dá sinais de que não vai continuar na elite do futebol do Brasil – confesso um certo gostinho de satisfação como tricolor, porém, pensando no orgulho de ser nordestino, entendo que seria muito bom se não houvessem quedas de times nordestinos neste ano.

FORTALEZA

Parabéns para a torcida, diretoria, time e comissão técnica do Fortaleza pela belíssima campanha realizada sob a batuta do maestro Rogerio Ceni e a consequente classificação antecipada para a Primeira Divisão. Liderou do início ao fim com sobras, mostrando que quando se planeja o futebol com conhecimento de causa o objetivo é alcançado, e isso foi fator determinante para a volta do Fortaleza à elite do futebol brasileiro.

Na próxima coluna, espero estar parabenizando também os nossos irmãos alagoanos que tem no CSA seu probabilíssimo representante.

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