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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 12/08/2017 às 16h36

Deixa "the Black"

Torço por Preto Casagrande porque acredito no novo com personalidade e conhecimento de causa, bem como por ser um cara estudioso no assunto a que se dedica -- ao contrário de quem não olha para o rabo e diz que Preto não estuda.

Não tenho nenhuma aproximação com Preto, exceto por vivermos no mesmo planeta. Porém, vivo também respirando o mesmo ar tricolor que Preto, e, por isso, tenho a obrigação de informar-me sobre fatos, coisas e pessoas que militam no futebol da Bahia, principalmente.

Em minha concepção, Preto Casagrande -- poderia até ser outro na mesma condição -- representa em seu gênero o que de melhor o Bahia pode sinalizar, que é trabalhar a Base de Formação como um todo. Por isso cobro daqui desta modesta coluna mais agilidade para que a Cidade Tricolor funcione.

Entendo que só a partir daquele equipamento o Bahia saltará para o mundo dos gigantes do futebol brasileiro. Não falo da grandeza construída na sua história de títulos e glórias, nesse quesito o Bahia já conquistou seu lugar. Falo da infra-estrutura ideal para se tornar esse gigante.

-- Sem essa base de excelência o Esquadrão servirá mais aos agentes criados pela Lei Pelé do que a si mesmo.

Nenhum demérito aos jogadores atuais do elenco tricolor, que são jovens, profissionais dedicadose valorosos pelo bom caráter que demonstram, a bem da clara verdade. Mas com a maioria deles o Bahia é apenas uma "barriga de aluguel" para empresários e clubes.

Quem me garante que René Junior, Allione, Mendoza, Zé Rafael, Régis, Tiago, Edson, Rodrigão e outros, estarão no Bahia em 2018? Ao contrário, sairão deixando apenas boas lembranças e nenhum lucro financeiro, além de desmontar um time -- cito esses só como exemplo.

Quando o atleta é formado no clube a garantia de longevidade contratual dá uma certa tranquilidade e tempo para maturação do jogador, que em caso de saída forçada por multa contratual entre clube e atleta renderá valores monetários razoáveis para que o orçamento seja compatível com os objetivos do clube.

O investimento na Base não é nada para ser pensado a médio e longo prazo, é uma necessidade que não permite perda de tempo porque o Bahia tem urgência.

Já no caso do treinador é diferente porque este não é vendável. Entretanto, no caso de Preto o custo neste momento é baixo, e, mesmo que haja reajuste ainda assim será baixo se comparado à importação. Porém, os dois lados ganham no custo-benefício sem que haja perdas e nem injustiças.

Por enquanto vai dando Preto Casagrande e acho que será efetivado independentemente do resultado no Paraná. A equação é simples; Preto já está aí e seus métodos estão assimilados. Outro que venha será recomeço e não há mais tempo pra isso.

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