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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 20/11/2017 às 14h14

Carpegiani transformou desespero em alegria

O futebol tem coisas tão extraordinárias que, quanto mais dissertamos sobre o tema, menos o entendemos. É um exercício que temos de fazer diariamente e a cada etapa dessa escala necessitamos parar para rever o aprendizado e corrigi-lo.

No meio do ano, Guto descartava o Bahia e partia para o Internacional em busca de "algo maior". Chegou Jorginho, que não deu liga, e assumiu o comando técnico tricolor o Preto Casagrande... e nada de o Bahia decolar. O desastre parecia iminente a cada fim de jogo, mas na próxima partida a torcida se enchia de esperança e... nova decepção.

O precipício começou a se agigantar à frente do Esquadrão e, nesse ponto, definitivamente, Preto Casagrande entrou em desgraça com a torcida, apesar da idolatria desta com aquele.

Sempre fui um entusiasta da "prata de casa" e lamentei muito que Preto não tivesse dado certo, até porque devido à exiguidade de tempo duvidava que algum técnico não conhecedor do elenco pudesse recuperar o Bahia, já que o final do Brasileirão ficava cada vez mais próximo.

Mas as circunstâncias forçaram o presidente tricolor rever sua filosofia de não trocar técnico a todo instante e fazer como a torcida pedia, especialmente, após a saída de Guto e durante as tentativas Jorginho/Preto.

Detalhe é que a estrela do Bahia brilhou novamente, porque na verdade a bola da vez pós Preto Casagrande seria Milton Mendes, reconhecidamente um disciplinador com métodos discutíveis, mas valorizador das divisões de base, porém na mesma proporção um desagregador.

Confesso que vibrei quando Milton disse que não poderia aceitar o convite porque iria voltar à Europa para uma reciclagem. Pronto, foi então a vez de Carpegiani chegar e transformar o desespero em alegria. Tá dando certo acima das expectativas.

Segunda Divisão nem pensar, é coisa do passado. O Bahia atual é um time elogiado pela crônica especializada do Brasil porque joga bonito e de forma moderna. O jogo contra o Sport foi a exceção da regra, não pela derrota, porque isso faz parte, sim pelo desempenho tático e técnico normal do time de Carpegiani, que foi abaixo da crítica.

Os mais realistas dizem que demos adeus à Libertadores... Não sei. O Bahia continua vivo nessa busca e depende dele mesmo e de alguns fatores para alcançar esse algo tão familiar à torcida tricolor. Não devemos esquecer que o E.C. Bahia é o pioneiro da Libertadores - um feito pouco aproveitado pelo marketing tricolor, ressalto, em minha opinião.

Sintetizando, na melhor das hipóteses o Bahia vai à Libertadores. Na pior das hipóteses fica com vaga garantida na Sul-americana. Melhor cenário neste momento é impossível, porque de sã consciência não esperávamos por um Bahia tão elogiável.

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