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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 07/11/2016 às 17h51

Bahia lá fora é filme de suspense na telinha

O Bahia está um time com duas caras. Quando joga em casa, tem a cara da torcida; quando joga fora, tem a cara do técnico. Em casa, a torcida dá régua e compasso ao time; lá fora é filme de suspense via telinha. Ainda bem que os astros estão de mãos dadas com o Bahia porque a estrela tricolor esteve presente em Goiás e tomara que tenha retornado definitivamente.

Eu gostaria muito de estar usando esta coluna para elogiar o trabalho do técnico tricolor, porque é isso que na verdade queremos, mas ele precisa nos ajudar de forma prática. Tem de entender o tamanho do Bahia e a sua importância no cenário nacional.

O hino do Bahia é, também, uma cartilha que ensina princípios de um clube vencedor, que tem a maior torcida do Norte e Nordeste, que está acostumado às decisões, que é bi-campeão brasileiro, pioneiro da Libertadores da América, e como diz a máxima do clube, nasceu para vencer.

Já escrevi aqui que jogadores e treinadores deveriam assistir o filme "Bahia Minha Vida" para terem a consciência do que significa estar nesse clube. Porém, vou mais além e digo que o filme deveria ser exibido como preleção obrigatória duas horas antes de sair para o estádio, em cada jogo.

Jogar no Bahia tem de ser um estado de espírito e não apenas o cumprimento de um contrato. Tem de exercitar o comprometimento com palestras, leituras, vídeos e tudo que seja pertinente à história do clube. Se é funcionário, terá de cumprir normas. Agora, se essas normas existem, ou não, são outros quinhentos.

De uma coisa Guto Ferreira está me convencendo: o Bahia tem a pior divisão de base dos últimos 30 anos, pois não há um só jogador no time titular de Guto formado em casa. Ele prefere indicar alguns jovens de fora de menor qualidade técnica que os da Base tricolor. Fato é que a prata de casa não está sendo prestigiada e isso é preocupante porque compromete até o trabalho dos formadores de talentos.

As melhores performances do Bahia em sua trajetória aconteceram quando haviam times mesclados com jogadores nascidos no clube, ou que tenham começado mais cedo vindos de clubes do interior do Estado, da capital, de reveladores como o Santos, enfim...

Não estou fazendo caça às bruxas, apenas reticente quanto ao desempenho do Bahia fora de casa nas atuais circunstâncias porque entendo que muita água rolará por baixo dessa ponte até chegar no Atlético-GO. Estão muito próximos do Bahia outros postulantes à série A. Por isso mesmo é que fico pontuando algumas instabilidades do time tricolor e do seu treinador. Ainda dá pra corrigir.

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