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Coluna

Álvaro Brandão
Publicada em 29/09/2017 às 10h45

A hora da verdade

O QUE ESTÁ EM JOGO
Além do título, a briga no Campeonato Brasileiro 2017 é por ficar no mínimo na 13ª, 14ª ou na 15ª colocação. Numa dessas posições, um time poderá garantir vaga nas competições continentais de 2018, temporada em que o Brasil terá 7 times na Libertadores (seis pelo Brasileiro e o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil) e também 6 times na Sul-Americana (todos pelo Brasileiro).

Caso o Cruzeiro (em 5º), classifique-se entre os 6 primeiros do Brasileirão, o que é quase certo, a vaga da Raposa será contada pela Copa do Brasil e não pelo Campeonato Brasileiro que, assim, terá a 6ª vaga preenchida pelo próximo melhor classificado, o 7º colocado (atualmente, o Flamengo). O G-6 vira G-7.

A disputa nacional pela participação na Libertadores 2018 ganhará mais duas vagas da CONMEBOL, caso 2 times dos classificados ao final sejam os campeões da Libertadores e da Sul-Americana deste ano. O G-7 vira G-8 ou G-9. E essa possibilidade é real, vez que o competitivo time do Grêmio está nas semifinais da Libertadores e o Flamengo torna-se um forte candidato ao título da Sul-Americana. O time carioca, já nas quartas-de-final e apenas em 7º no Brasileiro, vai com tudo em busca do título internacional e da vaga na Libertadores 2018, especialmente após a perda da Copa do Brasil. O título da SULA permitirá seu acesso direto à Fase de Grupos da próxima Libertadores, enquanto que as duas últimas vagas do Brasileiro o levará a disputar a Fase Preliminar.

Portanto, havendo G-9 e mais as 6 vagas da Sul-Americana, o Campeonato Brasileiro pode ter até 15 times conquistando vaga nas competições continentais de 2018 e apenas 1 time sairá como entrou... sem nada! Bem, melhor sem nada do que entre os 4 que inexoravelmente terminarão o ano maldizendo o rebaixamento – estariam enquadrados nessa situação, caso o Brasileiro acabasse hoje: Sem nada, o time de canabrava; E rebaixados: São Paulo, Ponte Preta, Coritiba e Atlético-GO.


A RETA FINAL DO BRASILEIRO 2017
Das 38 rodadas, 25 já se foram, ou seja, 66% do campeonato.
Inicia-se o último terço da competição – é a reta final! Cada time disputará 39 pontos nessas 13 últimas rodadas.

Em 1º, o disparado Corinthians, com o título quase nas mãos. Considerando que o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil e já garantido na Libertadores 2018, estará no G-6, as 6 vagas da Libertadores alcançarão o 7º colocado e provavelmente ficarão com: Corinthians, Santos, Grêmio (que pode ser o campeão da Libertadores 2017), Palmeiras, Botafogo, Flamengo (que pode ser campeão da Sul-Americana 2017).

Acima citei que os possíveis títulos sul-americanos de Flamengo e Grêmio permitem G-8 ou G-9. Caso G-8, atualmente o classificado seria o Atlético-PR com 34 pontos (8º lugar), e, sendo G-9, também o Vasco com 32 pontos (9º lugar).

Tendo ainda 39 pontos em disputa e 10 times (do 10º ao 19º) afastados por apenas 1 ponto, quando muito, a exemplo de Chapecoense, Atlético-MG e Fluminense com 31 pontos; Bahia, Sport e Avaí com 30 pontos, nada garante estarem definidas essas possíveis 2 vagas da CONMEBOL na Libertadores do próximo ano.

Confirmado o G-9, o Brasileiro destinará 8 vagas das duas competições internacionais de 2018 para os times classificados abaixo da 7º lugar. E, na pressuposição de que o Atlético-GO não conseguirá tirar os 7 pontos que o separa do porteiro da zona maldita, ESSAS 8 VAGAS SERÃO DISPUTADAS POR 12 TIMES (do 8º ao 19º), QUE, AO MESMO TEMPO, ESTARÃO FUGINDO DO REBAIXAMENTO. Será uma corrida entre picos, vales e depressões, que levarão essas torcidas do céu ao inferno, e vice versa, gol após gol, jogo após jogo, rodada após rodada, numa verdadeira guerra de nervos até o dia 3 de dezembro.

O achatamento da pontuação é o grande culpado desse panorama incomum. À exceção do Atlético-GO, em 20º lugar com 22 pontos, todos os times até a 9ª colocação guardam entre si a diferença de apenas 1 ponto, quando não a igualdade. Apenas 4 pontos separam o Vasco (9º e hoje classificado para a Libertadores no caso de G-9) do São Paulo (17º e hoje rebaixado).

O Bahia, com 30 pontos, tem a sua colocação (13º) garantindo uma vaga na Sul-Americana 2018. Apenas 2 pontos o separam do céu (9º lugar - a última vaga para a Libertadores, no caso de G-9), bem como do inferno (17º lugar – a primeira do rebaixamento).

É de praxe afirmar que em campeonatos de pontos corridos todos os jogos são decisivos. Neste campeonato “achatado” cada jogo é muito mais. Representa o futuro do clube. Nas 13 próximas rodadas, pelo menos 11 times (do 9º ao 19º) estarão se digladiando em confrontos diretos, fazendo 55 dos chamados “jogos de seis pontos” até o fim.
A batalha será cruel entre esses times, todos com seus problemas internos e com muita pressão de suas torcidas.
Um erro pode ser fatal. Um erro pode custar um gol e 3 pontos ganhos ou perdidos. Um gol pode significar uma classificação ou o rebaixamento.
Nesses “jogos de 6 pontos” fazer o 1º gol é fundamental. O primeiro golpe pode tirar o adversário do prumo e levá-lo ao desespero.
Levará vantagem quem melhor souber explorar a intranqüilidade e o desequilíbrio do adversário, levará vantagem quem tiver mais liderança em campo e mais raça, garra, gana, vontade de ganhar!

Acredito que o time, cuja Diretoria e Comissão Técnica melhor trabalhe todo esse contexto com o grupo de jogadores, conquistará vaga na Libertadores ou na Sul-Americana 2018.

Contra o Bahia pesam negativamente as eleições para o triênio 2018-2020, numa disputa entre grupos políticos, em que muitas vezes, até torcem contra, esquecendo-se da razão da própria existência: o nosso Esporte Clube Bahia. O futebol não pode sentir ou sofrer qualquer reflexo desse processo.

No sábado contra o Coritiba, uma guerra e um tabu a ser quebrado. Os paranaenses, dizendo-se feridos por não vencerem a 6 jogos, já afirmaram que vão suar sangue. Muito bem, vão ter que fazer mais do que suar, por que seremos mais de 25 mil vozes empurrando o Bahia ao triunfo e os nossos jogadores disputando cada bola como se fosse um prato de comida.

A torcida do Bahia precisa entender o momento, fechar com os jogadores e abraçar o time, com todos os problemas, com todas as virtudes e defeitos, estar presente, não vaiar em momento algum, apoiar e cantar todo o tempo, por que a hora da verdade chegou pra valer!

BBMP!

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