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Coluna

Marcelo Sac'Ana
Publicada em 22/12/2016 às 22h46

2016, o ano que não acabou.

2016, o ano que não acabou.

Os tricolores com mais de 40 anos certamente sabem onde, como e com quem estavam naquele 19 de fevereiro de 1989, quando fomos bi-campeões brasileiros. Quem tem mais de 30, lembra exatamente o que fazia quando Raudinei marcou o gol do título de 94. Os mais jovens lembrarão o dia em que parte da arquibancada da velha Fonte desabou, levando a vida de 07 tricolores. Assim como todos lembram o 11 de setembro ou o dia da morte de Airton Senna, nós, que amamos e respiramos futebol, jamais esqueceremos como e onde recebemos a notícia da tragédia com o vôo da Chapecoense. 2016 será um ano para não esquecer, pelo bem ou pelo mal.

Tivemos que aturar um primeiro semestre amargo, com direito a férias frustradas em Orlando, Doriva, Thiago Ribeiro, Luizinho, Vuaden e um vice que nunca ganhou nada assumindo a presidência. Até deixei de ser Bavirgem, mas nem pude gozar o momento. Complicado.

Fomos então afogar as mágoas na Passarela do Álcool e nossa sorte mudou. Tivemos que aumentar o ticket refeição pra trazer Gordiola, mas o investimento valeu a pena. Faltava apenas Allano para formarmos o Melhor Elenco da Série B®. Depois disso, foi só alegria: ganhamos todas as partidas em casa, conseguimos vencer um Bavi em Goiânia, o time encarnou Raudinei na reta final e ainda teve gente que dizendo que subimos por causa do Oeste. 2016 teve mesmo de tudo, menos gol de Dagoberto.

Enfim, foi um ano que valeu a pena. Pelo menos até 29 de novembro, quando acordamos com aquela triste notícia. Perdemos 71 trabalhadores da bola, pais, maridos, filhos, arrimos de família. Perdemos Ananias. Perdemos um pouco de nossa alegria com o futebol. Pelo bem ou pelo mal, 2016 nunca acabará.

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